
A taxa de desemprego no Brasil recuou de 5,4% para 5,2% entre outubro e novembro, alcançando a menor marca da série histórica, segundo dados divulgados nesta sexta-feira. Além do resultado quantitativo, o mercado de trabalho apresentou uma composição considerada positiva, com melhora nos indicadores de qualidade do emprego.
A alta das vagas com carteira assinada reduziu o desemprego, enquanto indicadores de inserção mais precária recuaram. A queda da informalidade e da subutilização indica absorção mais eficiente da força de trabalho.
Emprego formal sustenta melhora qualitativa
O desempenho reforça que a geração de empregos segue concentrada no segmento formal, trazendo mais estabilidade e previsibilidade de renda. A queda da informalidade indica que a expansão não ocorre por ocupações mais frágeis.
Analistas veem esse movimento qualitativo como um fator relevante para a sustentabilidade do ciclo de melhora do mercado de trabalho.
Renda das famílias mantém crescimento
Além do avanço do emprego, a pesquisa mostrou que o nível de renda das famílias segue em expansão, embora em ritmo mais moderado. No trimestre encerrado em novembro, a renda avançou 1,8%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 4,5%.
O movimento indica que, apesar da melhora contínua do mercado de trabalho, a renda começa a dar sinais de acomodação após um período de altas mais intensas.
Inflação menor ajuda, mas ritmo desacelera
A evolução da renda tem sido favorecida pela queda da inflação, especialmente na comparação anual, o que contribui para ganhos reais. Por outro lado, as variações trimestrais mais moderadas, mesmo com a redução contínua do desemprego, sugerem que a incorporação de mão de obra ocorra de forma orgânica.
Em conjunto, os dados reforçam um mercado de trabalho aquecido, com melhora na qualidade do emprego e crescimento da renda. Influenciando decisões de política econômica e projeções para 2026.