A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirmou que a Operação Carbono Oculto outras deflagradas pela PF (Polícia Federal), Receita Federal e demais órgãos são um “marco decisivo para avançar na ação do Estado brasileiro e atacar, de modo frontal, o crime organizado no país e, primordialmente, para desvendar e desmontar toda a teia de sua estrutura financeira.”
Declaração foi feita através de nota publicada no site da federação nesta quinta-feira (28).
A Operação Carbono Oculto, que cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão em investigação sobre a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) em negócios da economia formal, colocou entre os suspeitos uma empresa listada na B3 (Bolsa de Valores brasileira), a Reag Investimentos (REAG3), conforme informações divulgadas também nesta quinta-feira (28).
A Febraban continuou o texto afirmando ser fundamental identificar quais agentes do sistema financeiro estão a serviço do crime organizado.
“Não há outro caminho, diante do cenário que emergiu com diversos novos players de mercado, incluindo fintechs, que, claramente, não se submetem ao mesmo rigor dos controles de integridade e de prevenção a ilícitos financeiros já, de há muito, aplicados aos bancos do país” escreveu o grupo.
Além de prestar apoio à operação, a Febraban reiterou sua posição de que “deveria ser encurtado o prazo para que todas as instituições, que ofertam serviços e produtos financeiros, tenham de pedir autorização para continuar funcionando.”
Por fim, a Federação Brasileira de Bancos defendeu que os agentes da indústria financeira devem ser obrigados a ter uma política firme de integridade e que os bancos têm de cumprir a todo marco regulatório legal.
Reag (REAG3) publica fato relevante após operação da PF; veja
A Reag (REAG3) publicou um fato relevante nesta quarta-feira (28) após ser citada como uma das 350 investigadas na Operação Carbono da PF (Polícia Federal). Nota foi emitida em parceria com a Ciabrasf (Cia. Brasileira de Serviços Financeiros S.A.)
No comunicado, a Reag e a Ciabrasf afirmam estar colaborando integralmente com a operação.