Veja o resumo da noticia
- Banco Central demonstra otimismo cauteloso sobre a inflação, apesar de reconhecer melhora nos dados econômicos recentes.
- Autoridade monetária enfatiza a necessidade de 'calibragem' na política monetária, evitando euforia prematura.
- Mercado financeiro projeta cortes na taxa Selic, com expectativas de início já na próxima reunião do Copom em março.
- Banco Central prioriza comunicação clara para ancorar expectativas e garantir a eficácia das decisões tomadas.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fez um alerta importante nesta segunda-feira (9). Ele afirmou que a melhora da inflação não representa uma “volta da vitória”. Por isso, a autoridade monetária busca agora a calibragem em suas decisões.
Galípolo participou de um evento com banqueiros na capital paulista. Durante o encontro da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), ele destacou dados positivos. No entanto, manteve cautela sobre o cenário econômico brasileiro.
Economia mostra sinais positivos, mas exige atenção
“Temos uma surpresa positiva, a inflação se comporta melhor”, disse Galípolo. Além disso, ele observou que a atividade econômica também vem se mostrando resiliente.
O presidente do BC reconhece que existe uma situação diferente na inflação. Porém, enfatiza que não fazer esse reconhecimento faria pouco sentido. “Mas esta não é uma ‘volta da vitória'”, ressaltou.
Segundo Galípolo, o cenário inflacionário melhorou em relação ao início de 2025. Naquele período, as expectativas do mercado para o IPCA chegaram perto de 6%. Esse percentual ficou bastante acima da meta estabelecida.
“Tivemos um processo inflacionário que se acelerou”, explicou o presidente do BC. Agora, porém, chegou um momento diferente. “A palavra-chave é calibragem”, afirmou.
Apesar dos sinais positivos, a desancoragem das expectativas ainda incomoda o Copom. Esse comitê é responsável pela definição da taxa de juros básica. Portanto, acompanha de perto todos os indicadores econômicos.
“Incomoda bastante a nós ver essa desancoragem”, declarou Galípolo. Essa preocupação influencia diretamente as decisões sobre a política monetária brasileira.
Taxa Selic pode cair em março
A expectativa do mercado aponta para mudanças importantes. Além disso, a própria sinalização do Banco Central indica essa possibilidade. O início do ciclo de cortes na taxa Selic pode começar na próxima reunião.
Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. A próxima reunião do Copom acontece em março. Por isso, analistas acompanham atentamente cada declaração do presidente do BC.
Mercado reduz projeções para a inflação
O boletim Focus mostra que o mercado financeiro reduziu as projeções para o IPCA. Essa redução aconteceu pela quinta vez consecutiva este ano. Portanto, demonstra confiança crescente no controle da inflação.
No entanto, Galípolo mantém a cautela necessária. Ele entende que a melhora dos indicadores não garante automaticamente o sucesso da política monetária. Por isso, a calibragem das medidas continua sendo fundamental.
O Banco Central monitora constantemente diversos indicadores econômicos. Entre eles, destacam-se a atividade econômica, as expectativas de inflação e o mercado de trabalho. Dessa forma, consegue tomar decisões mais precisas.
Além disso, a comunicação clara com o mercado torna-se cada vez mais importante. Galípolo demonstra essa preocupação em suas declarações públicas. Consequentemente, ajuda a ancorar as expectativas dos agentes econômicos.
A reunião de março do Copom será crucial para a economia brasileira. Nela, o comitê decidirá sobre os próximos passos da taxa de juros. Portanto, todos os olhos do mercado estarão voltados para essa decisão.