
Titular da Fazenda afirma que economia não garante vitória ou derrota em 2026 e usa Bolsonaro como exemplo de como a política se tornou mais imprevisível
Fernando Haddad, o atual ministro da Fazenda, diminuiu o impacto da economia nas próximas eleições ao redor do mundo. Destacou também, que o tema não deve ser decisivo para a eleição presidencial de 2026.
Em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (19), Haddad reconheceu que a economia é uma das maiores preocupações do eleitor brasileiro. No entanto, disse não acreditar que, por si só, o tema seja suficiente para determinar a derrota ou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A economia no mundo inteiro está sendo um elemento muito importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar ou perder uma eleição”, afirmou. “Acredito que toda a fase mais extremista gera esse tipo de instabilidade emocional; as pessoas ficam mais suscetíveis à notícia do dia”, finalizou o ministro.
Haddad disse que a mudança rápida de humor do eleitorado diante das notícias diárias é um fator que pode beneficiar “candidatos improváveis” e impulsionar nomes pouco conhecidos na política ou com projetos de governo pouco claros.
“Isso garante a ‘chama acesa’ dos candidatos mais improváveis, daqueles que dizem: ‘Se Bolsonaro se elegeu, por que eu não me elegeria?’. Se Bolsonaro chegou à Presidência da República, então qualquer ser humano pode se tornar imperador do Brasil”, afirmou o ministro.