Veja o resumo da noticia
- Haddad anuncia sua saída do Ministério da Fazenda em fevereiro, decisão a ser formalizada pelo presidente Lula, que já está ciente da intenção.
- O ministro elogia Dario Durigan como possível sucessor, ressaltando sua sólida formação e amplo conhecimento da área econômica.
- Haddad reafirma sua intenção de não concorrer a eleições em 2026, focando em apoiar a campanha de reeleição do presidente Lula.
- Balanço da gestão destaca cortes de benefícios tributários e a aprovação da reforma tributária como esforços para reduzir o déficit fiscal.
- Haddad minimiza o aumento da dívida pública e defende a redução da taxa de juros como medida para estabilizar a economia.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29) que deve deixar o governo em fevereiro, mas ressaltou que a data exata da saída e a escolha do substituto cabem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“No mês de fevereiro com certeza, [vou] deixar o governo em fevereiro. A mesma coisa vale para quem vai ficar no meu lugar. Isso é papel do presidente anunciar e não eu antecipar uma decisão que ele tomou. A gente conversou já sobre o assunto”, disse Haddad em entrevista ao Metrópoles.
Segundo o ministro, ainda não há um dia específico definido para a saída, mas Lula já está “informado” sobre sua intenção de deixar o cargo. Haddad também elogiou o atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que é cotado para assumir o comando da equipe econômica.
“Ele tem um conhecimento realmente abrangente. É uma pessoa de formação muito sólida. Agora, a prerrogativa, óbvio, é do presidente e é natural que outras pessoas se coloquem também. Dentro do PT tem muita gente que pode se colocar”, afirmou.
Eleições 2026
Haddad tem reiterado que não pretende disputar eleições e pretende contribuir na campanha pela reeleição de Lula. No entanto, integrantes do PT e do próprio governo defendem uma possível candidatura do ministro em São Paulo, seja ao governo estadual ou ao Senado.
Em balanço de sua gestão, Haddad destacou os cortes de benefícios tributários como parte do esforço para a redução do déficit fiscal, além das medidas de limitação de despesas. “Herdamos uma situação fiscal muito difícil”, disse. O ministro também mencionou a reforma tributária, aprovada pelo Congresso Nacional em 2023 após décadas de tramitação.
Apesar das críticas sobre o aumento da dívida pública federal, que subiu 1,82% em dezembro na comparação com novembro, encerrando 2025 em R$ 8,635 trilhões, Haddad minimizou o indicador e defendeu a redução da taxa básica de juros como forma de estabilizar a dívida.
Na quarta-feira (28), o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a possibilidade de corte na próxima reunião. “A taxa de juros, que vai começar a cair, está em um patamar incompatível com a estabilidade da dívida”, afirmou o ministro.