Ibovespa
Foto: Ibovespa/CanvaPro

O Ibovespa abriu em alta nesta quarta-feira (15), atingindo novo patamar histórico. Portanto, o principal índice da bolsa brasileira avançou 0,02% aos 165.179,75 pontos.

Dessa forma, a abertura marca mais um recorde para o mercado acionário brasileiro. Além disso, investidores digerem dados positivos do varejo nacional.

Consequentemente, o otimismo com a economia doméstica impulsiona os negócios. Afinal, os números do comércio superaram amplamente as expectativas do mercado.

Varejo surpreende em novembro

O IBGE divulgou hoje dados surpreendentes de vendas no varejo. Portanto, o setor restrito avançou 1,0% em novembro, bem acima do esperado.

Analistas projetavam crescimento de apenas 0,3% no período. Além disso, sete de oito atividades comerciais registraram alta no mês.

O segmento de equipamentos para escritório liderou os ganhos com 4,1%. Consequentemente, a Black Friday impulsionou fortemente as vendas de eletroeletrônicos.

Análise dos especialistas

Andressa Durão, economista do ASA, destaca a disseminação do crescimento setorial. Portanto, o avanço não ficou concentrado em poucas categorias de produtos.

“A surpresa é positiva, mas deve ser lida com cautela”, alerta a especialista. Além disso, ela aponta possível antecipação das compras natalinas para a Black Friday.

Consequentemente, dezembro será fundamental para confirmar a tendência. Afinal, pode haver devolução do movimento observado em novembro.

Desempenho por segmentos

Móveis e eletrodomésticos registraram alta de 2,3% no período. Portanto, descontos agressivos atraíram consumidores para itens de maior valor.

Além disso, os hipermercados subiram 1,0% e têm o maior peso no índice. Consequentemente, esse segmento contribuiu significativamente para o resultado geral.

Maykon Douglas, economista, destaca que “o varejo foi puxado pela parte mais sensível à renda”. Dessa forma, categorias que vinham crescendo pouco mostraram recuperação.

Varejo ampliado desacelera

O varejo ampliado avançou apenas 0,7% na comparação mensal. Portanto, o crescimento menor reflete queda de 0,2% nas vendas de veículos.

Além disso, o setor caiu 5,8% na comparação anual. Consequentemente, bens de maior valor sofrem com crédito mais caro e juros elevados.

Material de construção cresceu 0,8% no mês. Porém, o segmento ainda registra queda de 3,0% no comparativo anual.

Impacto dos juros altos

O ciclo de alta da taxa Selic afeta principalmente produtos duráveis. Portanto, veículos e materiais de construção sofrem mais com crédito restritivo.

Além disso, a demanda por bens de maior valor permanece limitada. Consequentemente, consumidores adiam compras que dependem de financiamento.

Maykon Douglas aponta que “o setor segue em nítida desaceleração”. Dessa forma, a tendência deve continuar no curto prazo com juros elevados.

Cautela com Black Friday

Especialistas alertam para possível efeito de antecipação nas vendas. Portanto, consumidores podem ter concentrado compras nos descontos de novembro.

Além disso, dezembro pode apresentar números mais fracos por esse motivo. Consequentemente, é preciso aguardar dados do último mês para conclusões definitivas.

“É necessário entender se representa mudança de tendência”, afirma Andressa Durão. Afinal, a sazonalidade natalina influencia fortemente o período.

Agenda internacional em foco

Investidores também acompanham balanços de bancos americanos hoje. Portanto, JPMorgan, Goldman SachsCitigroup reportam resultados trimestrais.

Além disso, Wells Fargo e BlackRock completam a temporada financeira. Consequentemente, os números darão o tom para mercados globais.

O dólar opera em leve queda contra o real no início do pregão. Dessa forma, a moeda americana auxilia o desempenho da bolsa brasileira.

Perspectivas para o dia

O Ibovespa deve manter volatilidade ao longo da sessão. Portanto, investidores equilibram dados positivos locais com cautela externa.

Além disso, declarações de dirigentes do Federal Reserve estão no radar. Consequentemente, sinais sobre juros americanos podem movimentar os mercados.

A bolsa brasileira busca consolidar o novo patamar recorde. Afinal, o rompimento de níveis históricos atrai novos compradores para o mercado.