Veja o resumo da noticia

  • Ibovespa registra forte queda influenciado por diversos fatores, fechando o dia com recuo significativo e atingindo patamar de 181.708,23 pontos.
  • Dólar comercial permanece estável em relação ao real, cotado a R$ 5,250 na venda, contrastando com movimento global de valorização.
  • Setor bancário impacta negativamente o Ibovespa, com correção após resultado do Santander e preocupações sobre o Banco Central.
  • Mercados americanos em queda, especialmente o Nasdaq, pressionado por balanços e temores da concorrência no setor de tecnologia.
  • Ações de bancos e outros setores apresentam as maiores quedas, refletindo o sentimento geral de aversão ao risco no mercado financeiro.
  • Aversão ao risco impulsiona a busca por ativos seguros, como o dólar, e influencia a alta das taxas de juros ao longo da curva.
Ibovespa
Ibovespa / Foto: CanvaPro

O Ibovespa encerrou o pregão em forte queda nesta quarta-feira (4). Portanto, o principal índice dabolsa recuou 2,14% e fechou aos 181.708,23 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial permaneceu estável. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,25 na venda.

Dólar mostra movimento contrário

O dólar vinha de queda diante do real na véspera. Entretanto, a divisa mostrou comportamento diferente no resto do mundo.

Assim, o índice DXY subiu 0,21% e atingiu 97,64 pontos. Esse indicador compara o dólar com as principais moedas globais.

Cotações do dia:

  • Venda: R$ 5,250
  • Compra: R$ 5,249
  • Mínima: R$ 5,216
  • Máxima: R$ 5,265

Setor bancário puxa queda

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, explica o movimento. Segundo ele, o Ibovespa reagiu a diversos fatores negativos hoje.

“O resultado do Santander incentivou uma realização de lucros”, afirma Perri. Consequentemente, todo o setor financeiro sofreu correção.

A queda se espalhou por outros setores. Dessa forma, sinalizou exaustão da forte alta recente do mercado brasileiro.

Além disso, Petrobras e Vale também recuaram. No entanto, a queda foi mais modesta que a dos bancos.

Banco Central preocupa investidores

As preocupações com a independência do Banco Central também pesaram. Portanto, as indicações de novos diretores reforçaram o movimento negativo.

O ambiente externo igualmente não ajudou. Por exemplo, os mercados americanos caíram em movimento de aversão ao risco.

O setor de tecnologia liderou as perdas lá fora. Assim, favoreceu ativos mais conservadores como dólar e ouro.

Nasdaq sob pressão

“O mercado americano passa por uma correção clara”, analisa Perri. Ele destaca a intensificação da rotação contra empresas de tecnologia.

O índice Nasdaq sofreu especialmente. Além disso, o balanço da Alphabet (Google) trouxe pessimismo.

Os investidores também temem a concorrência chinesa. Consequentemente, a inteligência artificial da China ameaça gigantes americanas.

Maiores quedas do dia

Entre as maiores baixas estão os bancos. Portanto, BPAC11, ITUB4, BBDC4 e B3SA3 lideraram as perdas.

O resultado do Santander frustrou em aspectos qualitativos. Assim, contaminou todo o setor financeiro.

Fora dos bancos, WEGE3 recuou com notícia sobre nova fábrica. Enquanto isso, Embraer passou por ajuste técnico após altas recentes.

Aversão ao risco domina

O dólar subiu hoje em linha com o exterior. Dessa forma, refletiu o movimento global de busca por segurança.

Os investidores enxergam a moeda americana como porto seguro. Portanto, ela se fortalece em momentos de incerteza.

Por fim, os juros subiram ao longo da curva. Consequentemente, também acompanharam esse movimento de aversão ao risco.