Foto: Reprodução Portal Gov.br
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As regras de aposentadoria do INSS ficam mais rigorosas em 2026. Essas alterações integram a transição definida pela reforma da Previdência aprovada em 2019. Com isso, milhões de brasileiros passam a enfrentar exigências mais elevadas para acessar o benefício.

A principal mudança recai sobre o sistema de pontos. A partir de janeiro, as mulheres precisam alcançar 93 pontos, enquanto os homens devem somar 103 pontos. Em 2025, o critério exigia um ponto a menos para ambos. Antes da reforma, por sua vez, o sistema previa apenas 86 pontos para mulheres e 96 para homens.

O cálculo dos pontos segue uma lógica simples: soma-se a idade ao tempo de contribuição. Assim, uma mulher de 60 anos com 33 anos de recolhimentos atinge exatamente os 93 pontos exigidos.

Idade mínima também avança

Além do aumento na pontuação, a idade mínima para aposentadoria sobe seis meses em 2026. Agora, as mulheres precisam ter 59 anos e meio, enquanto os homens devem alcançar 64 anos e meio.

Esse ajuste ocorre de forma automática a cada ano. Por isso, o planejamento previdenciário ganha ainda mais relevância. A própria reforma definiu aumentos graduais nessas exigências até 2031.

Meta definida para 2031

Até 2031, a idade mínima chegará a 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Além disso, o segurado precisará comprovar 30 anos de contribuição (mulheres) ou 35 anos (homens).

No caso dos servidores públicos, as regras seguem caminhos distintos. Embora eles precisem atingir a mesma pontuação do setor privado, a idade mínima permanece menor: 57 anos para mulheres e 62 anos para homens. Além disso, o servidor deve ter 20 anos de serviço público e cinco anos no cargo atual.

Professores seguem critérios próprios

Os professores também enfrentam mudanças graduais. Em 2026, a idade mínima sobe para 54 anos e meio (mulheres) e 59 anos e meio (homens). Em 2031, o limite será de 57 anos para professoras e 60 para professores.

Além da idade, o tempo mínimo de contribuição como docente permanece essencial: 25 anos para mulheres e 30 anos para homens. Essa regra vale para professores da iniciativa privada, instituições federais e pequenos municípios. No entanto, docentes estaduais e de grandes municípios seguem regimes previdenciários próprios.

Aposentadoria por idade permanece estável

Por outro lado, nem todas as modalidades sofrem alterações. A aposentadoria por idade mantém exatamente as mesmas regras de 2025. Por isso, especialistas consideram essa a opção mais previsível do INSS.

As regras de pedágio deixaram de existir em 2026. Criadas em 2019 para quem estava próximo de se aposentar, essas transições já foram totalmente cumpridas. Dessa forma, não há mais beneficiários enquadrados nesse modelo a partir deste ano.

Como calcular quanto falta para se aposentar

O segurado pode calcular o tempo restante até a aposentadoria por meio do aplicativo ou do site Meu INSS. A ferramenta cruza idade, tempo de contribuição e todas as regras vigentes, incluindo as transições.

Além disso, o sistema considera os critérios atuais de cálculo da Renda Mensal Inicial. Hoje, o INSS utiliza a média de 100% dos salários desde julho de 1994 e aplica um coeficiente que influencia diretamente o valor final do benefício.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do planejamento previdenciário. Como as regras mudam automaticamente a cada ano, os critérios de acesso se tornam progressivamente mais rígidos.

Por isso, acompanhar as alterações e buscar orientação especializada pode fazer diferença no valor e no momento da aposentadoria.