
O banqueiro André Esteves, sócio sênior e chairman do BTG Pactual, vê espaço para retomada de IPOs no Brasil ainda em 2026. Segundo ele, o cenário atual favorece aberturas de capital no país.
Esteves participou da Brazil House, espaço criado pela iniciativa privada em Davos. O local reúne investidores para discussões sobre negócios brasileiros. Além do BTG, Be8, Gerdau, Randcorp e Vale patrocinam a iniciativa.
Durante o evento, o banqueiro destacou que empresas já se preparam para abrir capital. Portanto, os últimos meses registraram movimentação de companhias interessadas no mercado acionário.
Bolsa em alta favorece IPOs
O contexto macroeconômico contribui para otimismo do chairman do BTG. A Bolsa brasileira tem batido recordes consecutivos nas últimas semanas. Além disso, os juros apresentam tendência de queda.
“Esse cenário favorece o mercado de capitais”, afirmou Esteves. Dessa forma, empresas encontram ambiente propício para captar recursos via abertura de capital.
Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, complementou a análise do sócio. Segundo ele, o caminho natural passa por etapas progressivas no mercado.
Primeiramente, virão operações de block trade, vendas grandes de ações em bloco. Posteriormente, as empresas realizarão follow-ons, ofertas subsequentes de ações. Finalmente, chegarão os IPOs de novas companhias.
Eleições não preocupam investidores
Esteves foi categórico ao minimizar impacto político no mercado. Segundo o banqueiro, o mundo não olha as eleições brasileiras com apreensão.
“Não vejo, do ponto de vista de investimento de longo prazo, a eleição no Brasil sendo um grande tema”, declarou. Portanto, o processo eleitoral não deve afugentar capital estrangeiro.
Essa visão contrasta com análises mais cautelosas de outros especialistas. Entretanto, Esteves mantém confiança na capacidade do país atrair recursos independentemente do cenário político.
Brasil atrai gigantes da tecnologia
O chairman do BTG destacou potencial brasileiro em setores específicos. Segundo ele, o mercado de data centers está em franca expansão no país.
“O Brasil tem condições de atrair tanto o TikTok quanto a Meta”, afirmou Esteves. Dessa forma, grandes empresas de tecnologia global enxergam oportunidades no mercado brasileiro.
Além disso, o setor de infraestrutura digital deve receber investimentos robustos. Consequentemente, o país se consolida como hub tecnológico na América Latina.
Brazil House fortalece imagem do país
A Brazil House foi criada no ano passado em Davos. O espaço funciona como vitrine do Brasil para investidores internacionais.
Grandes empresas brasileiras patrocinam a iniciativa. Portanto, BTG Pactual, Be8, Gerdau, Randcorp e Vale investem na promoção do país.
Durante o Fórum Econômico Mundial, o espaço recebe executivos e investidores. Além disso, promove debates sobre oportunidades de negócios no Brasil.
Preparação das empresas
Esteves revelou que companhias já trabalham nos preparativos para IPO. Nos últimos meses, várias empresas contrataram assessores financeiros e jurídicos.
Esse movimento indica confiança no timing de mercado. Portanto, executivos enxergam janela favorável para captação de recursos.
O processo de preparação geralmente leva meses. Assim, empresas que começaram recentemente podem abrir capital ainda no segundo semestre.
Contexto de juros em queda
A tendência de queda nos juros melhora atratividade da renda variável. Consequentemente, investidores migram recursos de renda fixa para ações.
Esse movimento aumenta demanda por papéis na Bolsa. Dessa forma, empresas conseguem melhores preços nas aberturas de capital.
Além disso, juros menores reduzem custo de capital das companhias. Portanto, investimentos em expansão se tornam mais viáveis.
Recordes da Bolsa animam mercado
O Ibovespa tem registrado máximas históricas consecutivas. Esse desempenho reflete otimismo dos investidores com o Brasil.
Empresas listadas se valorizam consistentemente. Consequentemente, o mercado se torna mais atrativo para novas aberturas de capital.
O momento favorável deve ser aproveitado rapidamente. Afinal, janelas de IPO podem se fechar com mudanças no cenário.
Estratégia gradual do BTG
O CEO Roberto Sallouti apresentou visão estratégica sobre retomada do mercado. Segundo ele, o processo será gradual e organizado.
Primeiramente, block trades testam apetite dos investidores. Posteriormente, follow-ons consolidam presença de empresas já listadas. Finalmente, IPOs trazem novos nomes ao mercado.
Essa abordagem minimiza riscos e constrói confiança progressivamente. Portanto, o mercado se fortalece de forma sustentável.