Veja o resumo da noticia

  • Ibovespa registra alta impulsionada por apetite do mercado e otimismo após valorização expressiva em janeiro, superando expectativas.
  • Dólar demonstra queda significativa em janeiro, enquanto o Bitcoin sofre forte impacto após anúncio sobre o Federal Reserve.
  • Tensões geopolíticas amenizam, influenciando a queda de ativos como ouro, prata e petróleo, impactando ações de petroleiras.
  • Setor bancário se recupera, liderando altas e demonstrando resiliência, com analistas recomendando manutenção das posições.
  • Brasil se destaca entre emergentes na diversificação, atraindo fluxo recorde via fundos de investimento antes do corte de juros.
  • A semana será marcada por indicadores importantes, com destaque para a ata do Copom, que trará mais clareza sobre decisões.
  • Indicação para o Fed altera percepções, levando a realização de lucros e a um cenário menos tenso, com investidores atentos.
Imagem gerada por IA
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O Ibovespa registrou alta de 0,79% nesta segunda-feira (2). Assim, fechou aos 182.793,40 pontos após sexta-feira negativa.

“Temos uma tendência de alta no Ibovespa depois de uma sexta-feira sangrenta”, afirma Alison Correia, analista e cofundador da Dom Investimentos. Segundo ele, janeiro foi um mês extraordinário para a bolsa.

A valorização superou 15% em apenas 30 dias. “Subimos quase metade do que subimos ao longo de praticamente todo o ano passado”, destaca o analista.

Mercado com sede por papéis brasileiros

O especialista observa forte apetite dos investidores. “O mercado está com grande sede por papéis”, comenta Correia. O dólar também apresentou forte queda em janeiro. Dessa forma, recuou mais de 4% dentro desse cenário de otimismo.

“O último mês que foi tão positivo assim foi novembro de 2020”, lembra o analista. Naquela época, as vacinas contra Covid começavam a chegar.

Nesta segunda-feira, o dólar comercial fechou com pequena alta. Portanto, encerrou a R$ 5,25 na venda.

Bitcoin despenca abaixo de US$ 80 mil

A criptomoeda registrou forte queda após anúncio importante. Donald Trump escolheu Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve.

“O bitcoin está despencando para abaixo de 80 mil dólares após Warsh ser o escolhido pelo Trump para o Fed”, alerta Correia.

Essa indicação preocupa investidores de ativos digitais. Afinal, Warsh defende política monetária mais restritiva.

“Warsh pediu uma mudança no regime do banco central e defende um balanço patrimonial menor do Fed”, explica o especialista.

Antes da indicação, o ouro vinha subindo consistentemente. Entretanto, o cenário mudou completamente.

“Agora ficou mais claro que Warsh é pró-fortalecimento do dólar”, observa Correia. Consequentemente, ouro e prata passaram a cair junto com bitcoin.

Tensões geopolíticas amenizam

A redução das tensões entre EUA e Irã também colabora para quedas. Assim, investidores buscam menos ativos considerados seguros. “A escolha de Warsh tem levado os investidores a saírem de ativos de risco”, analisa o especialista.

Além de ouro e prata, o petróleo também recua. Portanto, ações de petroleiras caem forte hoje. “A partir do momento em que Trump afirma estar aberto a diálogos, o petróleo passa a cair”, explica Correia.

A decisão da OPEP+ pressiona ainda mais os preços do petróleo. O cartel concordou em manter produção inalterada em março. Essa postura surpreende analistas. Afinal, acontece mesmo após fortes altas recentes.

PETR3, RECV3 e BRAV3 lideram as perdas do setor. Consequentemente, refletem o movimento global do petróleo.

“As ações de empresas ligadas ao petróleo caem forte no pregão de hoje”, destaca o analista.

Bancos lideram recuperação

As ações bancárias apresentam recuperação nesta segunda-feira. Dessa forma, compensam quedas da última sexta-feira.

“Os bancos, por outro lado, se recuperam hoje”, observa Correia. BPAC3, ITUB3 e SANB11 lideram as altas do setor.

O setor financeiro mostra resiliência importante. Além disso, demonstra confiança dos investidores.

Analistas veem fundamentos sólidos nos bancos brasileiros. Consequentemente, recomendam manutenção das posições.

Brasil no topo entre emergentes

O país lidera quando o assunto é diversificação. “O Brasil está no topo entre os emergentes quando o assunto é diversificação”, afirma o especialista.

Janeiro registrou aplicação histórica via fundos de investimento. “Tivemos um recorde histórico de aplicações via fundos de investimento em apenas um mês”, destaca Correia.

O Brasil surfou muito bem esse movimento global. Além disso, beneficiou-se da busca por diversificação.

“O setor de tecnologia foi o que mais bombou, principalmente no ano passado”, lembra o analista. Entretanto, agora surge necessidade de diversificação.

Fluxo recorde para o país

O dólar também se beneficiou desse movimento. Portanto, teve boa valorização em janeiro.

“Janeiro foi um mês extremamente positivo”, resume Correia. A diversificação trouxe muito fluxo para o Brasil.

Tudo isso aconteceu antes do corte de juros. “Isso sem que ainda tivéssemos o corte de juros, que deve acontecer em março”, projeta.

O analista vê potencial para continuidade. Assim, março pode trazer ainda mais recursos.

Semana carregada de indicadores

Esta semana promete agitação com vários dados importantes. “Essa semana promete bastante em relação aos indicadores”, antecipa Correia.

A ata do Copom será o grande destaque. Portanto, mercado aguarda ansiosamente o documento. “A ata vai trazer mais clareza sobre a decisão da semana passada”, explica o especialista. A taxa permaneceu inalterada na última reunião.

Investidores querem respostas para várias perguntas. “E agora, o que vem pela frente? Quando vem? Se é que vem?”, questiona Correia.

“Com qual intensidade? Acompanhar isso com lupa é superimportante”, conclui o analista.

Impacto da escolha de Warsh

A indicação para o Fed mudou percepções importantes. “Warsh não é visto como alguém tão flexível”, observa o especialista.

Além disso, não é visto como pró-independência extrema. Assim, pode adotar postura mais neutra.

“Os ativos acabaram devolvendo boa parte desses prêmios”, analisa Correia. Consequentemente, houve realização de lucros forte.

“O cenário ficou menos tenso, diante da percepção de que ele pode ser mais neutro”, completa. “O mercado aproveitou e a realização veio muito forte”, conclui o especialista.

O dólar comercial emendou segunda alta seguida. Dessa forma, fechou com valorização de 0,19%. O movimento acompanha a moeda no resto do mundo. Além disso, índice DXY subiu 0,66%.