Veja o resumo da noticia

  • Inauguração de fábrica da JBS em Jeddah e plano de expansão para dobrar a produção até 2026, com investimento total de US$ 85 milhões.
  • A unidade de Jeddah impulsiona a marca Seara e gera 500 empregos, elevando o quadro total da JBS na Arábia Saudita para 950.
  • Expansão acelerada devido à alta aceitação da marca Seara, com a fábrica produzindo empanados e cortes de frango para exportação.
  • JBS atua há 30 anos na Arábia Saudita, evoluindo da exportação para produção local e investindo em produtos processados e distribuição.
  • MBRF, controladora da Sadia, responde com acordo e construção de fábrica em Jeddah, com início das operações previsto para 2026.
  • Foco no mercado halal como estratégia, visando a certificação religiosa e a crescente demanda por produção local na Arábia Saudita.
Imagem horizontal realista mostrando a fachada de uma fábrica moderna de processamento de alimentos na Arábia Saudita, com placas exibindo os logotipos da JBS e da Sadia em primeiro plano. Ao fundo, estrutura industrial metálica e a bandeira da Arábia Saudita levemente desfocada, representando a expansão internacional da JBS e a concorrência no mercado global de alimentos.
Imagem gerada por IA

A JBS inaugurou sua nova fábrica em Jeddah, na Arábia Saudita, nesta quinta-feira (22). Além disso, a empresa anunciou expansão que vai dobrar a capacidade produtiva até o fim de 2026.

O investimento total da companhia no país soma US$ 85 milhões. Portanto, a estratégia fortalece a presença da marca Seara em território saudita. A Arábia Saudita foi, historicamente, um dos maiores compradores de frango brasileiro.

Atualmente, a unidade de Jeddah gera 500 empregos diretos. Consequentemente, o quadro de funcionários da JBS no país chegou a 950 colaboradores. A empresa também opera uma fábrica em Dammam, com 250 funcionários.

Mercado responde rápido

João Campos, CEO da Seara, explica o motivo da expansão acelerada. “A planta quadruplicou nosso volume na Arábia Saudita. Agora estamos duplicando pela aceitação da marca Seara”, afirmou o executivo.

A fábrica de Jeddah produz empanados e cortes de frango. Ademais, já exporta para sete países da região. Entre eles estão Kuwait, Omã e Emirados Árabes Unidos.

Estratégia de 30 anos ganha nova fase

A JBS atua há mais de três décadas na Arábia Saudita. Inicialmente, vendia apenas frango exportado do Brasil. Porém, há quatro anos iniciou a construção da marca Seara no mercado local.

Dessa forma, a empresa investiu em produtos processados, distribuição própria e comunicação. “É a mesma fórmula que usamos no Brasil: produto de qualidade, inovação e engajamento com o consumidor”, disse Campos.

Sadia responde com nova unidade

A MBRF, controladora da marca Sadia, não ficou parada. Em outubro passado, firmou acordo com a saudita HPDC para fortalecer sua joint venture local.

Além disso, a empresa constrói uma fábrica em Jeddah. A unidade terá capacidade para processar 40 mil toneladas anuais. Portanto, a previsão de início das operações é meados de 2026.

A MBRF também planeja listar sua joint venture na bolsa de Riad até 2027. Assim, a disputa entre as gigantes brasileiras se intensifica no Oriente Médio.

Mercado halal em expansão

O foco no mercado halal representa oportunidade estratégica. Afinal, a certificação religiosa abre portas em toda a região árabe. A Arábia Saudita busca autossuficiência alimentar há anos.

Por isso, a produção local ganha importância crescente. As empresas brasileiras adaptam suas estratégias para esse novo cenário. Consequentemente, investem em fábricas locais em vez de apenas exportar.

A aposta da JBS está em produtos de valor agregado. Dessa forma, a empresa diferencia sua oferta no mercado saudita. O resultado aparece na rápida aceitação dos consumidores locais.