Imagem mostra LULA, presidente do Brasil, discursando em evento político com microfone na mão. LULA veste camisa vermelha e chapéu claro, enquanto se dirige ao público durante encontro com movimentos sociais. A cena ocorre em ambiente interno, com apoiadores ao fundo registrando o momento. A imagem representa a atuação de LULA em agendas políticas ligadas à reforma agrária, movimentos sociais e articulação do governo federal em 2026.
Foto: Pablo Porciúncula / AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira (23), em Salvador, do encerramento do 14º Encontro Nacional do MST. Durante o ato, o governo deve anunciar um novo pacote de desapropriações para a reforma agrária.

A iniciativa faz parte da estratégia para acelerar os assentamentos em 2026. Ao mesmo tempo, o Planalto busca se reaproximar da base histórica do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em um cenário de reorganização política.

Plano prevê inclusão de 26 mil famílias

Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, o governo pretende assentar cerca de 26 mil famílias entre fevereiro e março.

Além disso, o ministro afirmou que 2026 será o ano de maior volume de desapropriações do terceiro mandato de Lula. Até agora, o governo já incluiu aproximadamente 230 mil famílias em programas de reforma agrária.

Evento retoma encontro após 17 anos

O encontro reúne cerca de 3 mil delegados do MST de todas as regiões do país. O evento marca a retomada do Encontro Nacional após 17 anos, já que a última edição ocorreu no Rio Grande do Sul.

A presença do presidente e da primeira-dama Janja da Silva amplia o peso político do encerramento. Por isso, o ato ganha relevância dentro da agenda do governo com os movimentos sociais.

Autoridades reforçam sinal político

Além de Lula, participam do evento o ministro Paulo Teixeira, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

Também estão presentes o senador Humberto Costa e o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, entre outras lideranças políticas.

Governo busca recompor relação com o MST

A agenda ocorre após um período de tensão entre o governo federal e o MST. Em maio de 2025, lideranças do movimento criticaram o ritmo da reforma agrária e defenderam mudanças no ministério.

Desde então, o Palácio do Planalto intensificou o diálogo. Dessa forma, o pacote de desapropriações surge como um sinal concreto para o campo e para a base social da esquerda em 2026.