Imagem de drone mostra o Porto de Santos (SP)  • 31/07/2025REUTERS/Jorge Silva/File Photo
Imagem de drone mostra o Porto de Santos (SP) • 31/07/2025REUTERS/Jorge Silva/File Photo

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi aprovado nesta sexta-feira (9). Portanto, diversos produtos importados devem ficar mais baratos nos próximos anos. A mudança vai beneficiar diretamente o consumidor brasileiro.

O tratado prevê a eliminação gradual das tarifas de importação. Assim, produtos europeus chegarão ao Brasil com preços mais competitivos. Contudo, a redução não acontece de imediato.

As tarifas serão eliminadas conforme cronogramas específicos. Cada categoria de produto tem um prazo diferente. Além disso, alguns itens sensíveis contam com cotas especiais.

Produtos que devem baratear

Vinhos europeus — Atualmente, enfrentam tarifas elevadas no mercado brasileiro. A redução ocorrerá de forma progressiva ao longo dos anos. Consequentemente, rótulos estrangeiros ficarão mais acessíveis.

Azeites de oliva — A União Europeia domina esse mercado. Portanto, o acordo ampliará a oferta no Brasil. Os preços tendem a cair no médio prazo.

Queijos importados — Terão abertura controlada através de cotas tarifárias. Isso significa que um volume limitado entrará com desconto. A cota cresce anualmente até estabilizar em 30 mil toneladas após dez anos.

Chocolates — Também entram no cronograma de liberalização tarifária. Os prazos variam entre 8 e 15 anos, dependendo do tipo.

Prazos e cronogramas

A eliminação das tarifas seguirá períodos de transição. Em média, os produtos terão isenção total entre 8 e 15 anos. Dessa forma, produtores locais terão tempo para se adaptar.

Para queijos, o sistema funciona assim: volumes dentro da cota pagam tarifa reduzida. Já as quantidades acima do limite seguem com a alíquota normal. Gradualmente, a tarifa dentro da cota chegará a zero.

Impacto para o consumidor

O acordo deve ampliar a variedade de produtos disponíveis. Além disso, a maior oferta tende a pressionar os preços para baixo. Entretanto, os efeitos serão sentidos principalmente no médio e longo prazo.

Especialistas avaliam que o tratado integrará melhor o Brasil ao comércio global. Portanto, os consumidores terão acesso a produtos de maior qualidade. Ao mesmo tempo, a competição estimulará a indústria nacional.

O acordo inclui mecanismos de proteção para setores sensíveis. Assim, produtores brasileiros não enfrentarão concorrência predatória. As cotas e períodos longos de transição garantem essa segurança.

Além disso, salvaguardas podem ser acionadas em casos emergenciais. Portanto, o mercado interno está protegido contra aberturas abruptas.

Próximos passos

O acordo ainda precisa ser ratificado pelos congressos nacionais. Somente após essa etapa entrará em vigor. Contudo, a aprovação pela Comissão Europeia representa um avanço significativo.

Espera-se que a assinatura oficial ocorra nos próximos meses. Assim, os cronogramas de redução tarifária começarão a valer. Consequentemente, os primeiros efeitos podem aparecer já em 2026.