Michelle Bolsonaro deixa o hospital onde aguardava o marido, o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que solicitou autorização para ser levado a um hospital para exames médicos após sofrer uma queda na sede da Polícia Federal. O pedido foi negado porque um médico da Polícia Federal considerou que, após o atendimento inicial, não havia necessidade de internação, segundo comunicado divulgado em Brasília, Brasil, em 6 de janeiro de 2026.
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Michelle Bolsonaro conversou com o ministro Alexandre de Moraes horas antes da transferência de Jair Bolsonaro. Assim, o contato aconteceu na manhã de quinta-feira (15). Além disso, a decisão do STF saiu no fim da tarde do mesmo dia.

Revelação da conversa

O portal Metrópoles divulgou a informação sobre o diálogo entre Michelle e Moraes. Além disso, a Folha de S.Paulo ouviu integrantes do PL sobre o caso. Segundo essas fontes, o vice-presidente da Câmara teria intermediado o contato.

Altineu Côrtes (PL-RJ) aparece como articulador da conversa. Porém, tanto o ministro quanto o deputado evitaram comentar. Portanto, não houve confirmação nem desmentido oficial sobre o encontro.

Interpretação da transferência

Aliados do ex-presidente interpretaram a mudança como um avanço. De fato, a família vinha pressionando por melhores condições de custódia. Assim, a transferência para o Complexo da Papuda representou uma resposta às reivindicações.

A defesa argumentava principalmente questões de saúde. Primeiramente, Bolsonaro passou por cirurgia no fim de 2025. Em seguida, sofreu uma queda na cela da PF. Portanto, esses episódios reforçaram a pressão por mudanças.

Motivação do contato

Michelle procurou o ministro motivada por preocupações médicas. Dessa forma, buscava condições mais adequadas para o ex-presidente. Além disso, o episódio da queda intensificou a urgência da situação.

Segundo pessoas próximas às tratativas, a saúde de Bolsonaro estava no centro das conversas. Consequentemente, a família mobilizou diferentes frentes para resolver a questão.

A ex-primeira-dama não limitou os contatos a Moraes. Além disso, procurou o decano Gilmar Mendes. Portanto, buscou tratar especificamente da possibilidade de prisão domiciliar humanitária.

Michelle também passou a agradecer publicamente parlamentares aliados. Dessa forma, usou vídeos e publicações nas redes sociais. Consequentemente, reconheceu quem pressionou o Supremo pela causa.

Atuação de Tarcísio de Freitas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também entrou nos bastidores. Assim, conversou com ministros do STF nos dias anteriores à decisão. Além disso, não se limitou apenas a Moraes.

Segundo a Folha apurou, Tarcísio também falou com Gilmar Mendes. Além disso, procurou outros dois ministros da Corte. Portanto, defendeu a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente.

Silêncio dos envolvidos

Moraes optou por não se manifestar sobre a conversa com Michelle. Da mesma forma, Altineu Côrtes evitou comentários. Portanto, o episódio permanece confirmado apenas por fontes indiretas.

Essa postura mantém o caráter reservado das tratativas. Contudo, vazamentos à imprensa revelaram os detalhes da articulação. Assim, o público tomou conhecimento da movimentação política.