Veja o resumo da noticia
- STF proíbe manifestações no entorno do Complexo da Papuda, onde Bolsonaro está preso, após pedido da PGR devido a acampamento ilegal.
- Decisão judicial determina remoção imediata de manifestantes, autoriza prisão em flagrante para quem resistir e restringe o direito de manifestação.
- PGR cita convocação da 'Caminhada da Paz' organizada por Nikolas Ferreira, visando criticar o STF e com destino a Brasília no fim de semana.
- Moraes justifica a decisão com base na não absolutidade dos direitos de reunião e expressão, que não podem amparar práticas abusivas.
- Ministro compara a situação com acampamentos prévios aos atos de 8 de janeiro, ressaltando os limites das manifestações e a ordem pública.
- Área é considerada de segurança máxima nacional, próxima a penitenciária federal, exigindo atuação preventiva rigorosa do Estado para evitar riscos.
- Moraes enfatiza que o Estado Democrático de Direito é inegociável e critica omissão de autoridades anteriores em relação a acampamentos.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu manifestações nesta sexta-feira (23). A decisão vale para o entorno do Complexo da Papuda.
Papudinha no centro da decisão
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso no núcleo conhecido como Papudinha. Dessa forma, a área ficou no centro da polêmica sobre protestos.
De acordo com a decisão judicial, manifestantes já presentes devem ser removidos imediatamente. Além disso, Moraes autorizou prisão em flagrante para quem resistir.
Portanto, qualquer pessoa que se recusar a deixar o local pode ser presa. Consequentemente, a medida restringe severamente o direito de manifestação no entorno.
A medida foi tomada após pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). Segundo a procuradoria, um grupo de apoiadores de Bolsonaro montou acampamento ilegal.
Ademais, os manifestantes instalaram barracas e faixas no local. Portanto, pediam anistia e liberdade para o ex-presidente preso.
Caminhada de Nikolas Ferreira
A PGR também citou a convocação da “Caminhada da Paz”. O ato foi organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Dessa forma, o protesto visa criticar a atuação do STF. Além disso, deve chegar a Brasília no final de semana.
Consequentemente, a decisão de Moraes busca impedir concentração de manifestantes. Portanto, antecipa possíveis tumultos relacionados à caminhada.
Direitos não são absolutos
Ao analisar o pedido, Moraes afirmou princípios importantes. O direito de reunião e a liberdade de expressão não são absolutos.
Ademais, esses direitos não podem amparar práticas abusivas. Portanto, não podem colocar em risco a ordem pública.
Além disso, não podem ameaçar a segurança nacional. Consequentemente, também não podem comprometer o funcionamento das instituições democráticas.
Comparação com 8 de janeiro
O ministro ressaltou que manifestações têm limites claros. Elas não podem se confundir com acampamentos ilegais de caráter golpista.
Dessa forma, citou os acampamentos que antecederam os ataques de 8 de janeiro. Portanto, traçou paralelo direto entre situações semelhantes.
“Manifestações não podem virar acampamentos golpistas”, enfatizou Moraes na decisão. Ademais, lembrou das consequências graves desses movimentos anteriores.
Área de segurança máxima
Na decisão, Moraes destacou características específicas do local. A área ocupada é considerada de segurança máxima nacional.
Além disso, está localizada nas proximidades de penitenciária federal. Consequentemente, por ali circulam escoltas de presos e autoridades regularmente.
Portanto, o local exige atuação preventiva rigorosa do Estado. Ademais, não pode ser exposto a riscos desnecessários.
Risco de repetir acampamentos golpistas
“O exercício dos direitos de reunião e manifestação não pode ser confundido”, escreveu Moraes. Ele comparou com acampamentos realizados em frente aos quartéis do Exército.
Esses protestos visavam subverter a ordem democrática. Além disso, buscavam inviabilizar o funcionamento das instituições republicanas.
Portanto, culminaram na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Consequentemente, Moraes quer evitar a repetição desse cenário.
Estado Democrático é inegociável
“O Estado Democrático de Direito é inegociável”, afirmou enfaticamente o ministro. Dessa forma, deixou claro que não haverá tolerância com ameaças institucionais.
Moraes criticou ainda a omissão de autoridades anteriores. Elas permitiram acampamentos ilegais em frente a quartéis do Exército.
Portanto, essa permissividade contribuiu para a tentativa de golpe. Consequentemente, não pode ser repetida neste momento.
Remoção imediata autorizada
A decisão determina remoção imediata de todos os manifestantes. As autoridades policiais devem agir sem demora no local.
Além disso, podem prender quem resistir à ordem judicial. Portanto, a força policial tem amparo legal para atuar.
Consequentemente, o descumprimento da decisão acarreta prisão em flagrante. Ademais, pode gerar outras consequências penais para os envolvidos.
A decisão gerou reações imediatas entre apoiadores do ex-presidente. Entretanto, não houve posicionamento oficial dos organizadores até o momento.
Ademais, resta saber como a “Caminhada da Paz” será afetada. Portanto, o fim de semana será decisivo para os desdobramentos.