Veja o resumo da noticia
- Nikolas Ferreira declara desconhecer seu papel nas eleições de 2026 e nega articulações para o governo de Minas Gerais.
- O deputado federal Nikolas Ferreira demonstra foco na reeleição para o Congresso, visando manter sua atuação em nível nacional.
- Vice-governador Matheus Simões aguarda o apoio do PL, enquanto Nikolas Ferreira questiona essa possibilidade no estado.
- Simões oferece vaga ao Senado para o PL em sua chapa, reiterando acordo prévio com Jair Bolsonaro em Minas Gerais.
- A disputa pela vice-governadoria de Minas fica a cargo de Romeu Zema, com vários nomes cotados dentro do partido Novo.
- Prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, se dispõe a ser vice, desde que seu irmão não concorra ao governo estadual.
- Cenário eleitoral indefinido em Minas, com diversos nomes buscando espaço e apoio do bolsonarismo para as eleições.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que ainda não conversou com Flávio Bolsonaro sobre as eleições. Portanto, desconhece qual papel deverá desempenhar no pleito de 2026.
A declaração aconteceu em entrevista ao podcast Ticaracaticast. Consequentemente, surge após especulações de que Flávio queria lançar Nikolas ao governo de Minas Gerais.
Sem reunião estratégica com Flávio
“Não encontrei com ele, a gente não teve ainda uma reunião de diretriz”, afirmou Nikolas. Além disso, ele destacou não saber como colaborará na campanha presidencial.
“Quem vai assumir o controle? Tem alguém que vai fazer a estratégia da campanha?”, questionou o deputado. Dessa forma, demonstrou incerteza sobre seu papel nas eleições.
Nikolas também esclareceu sua posição em relação à campanha de Flávio. “Não faço parte do planejamento do governo e da campanha dele”, declarou.
Críticas dentro da direita
O parlamentar comentou sobre críticas recebidas dentro da própria direita. Portanto, defendeu-se dizendo que muitas pessoas superestimam seu poder político.
“Muitas vezes, as pessoas acham que eu tenho um poder acima do que tenho”, afirmou. Assim, tentou diminuir expectativas sobre sua influência.
No início da semana, Nikolas já havia negado articulações para disputar o Executivo mineiro. Consequentemente, reafirmou que o PL busca um candidato no estado.
Foco na reeleição para o Congresso
“Vou para a reeleição no Congresso”, declarou Nikolas ao Metrópoles. Além disso, justificou que sua voz nacional é muito importante.
“Mais do que nunca, está provado que minha voz em âmbito nacional é muito importante”, disse. Portanto, considera que pode contribuir mais como deputado federal.
O parlamentar compartilhou a declaração no X com emojis da bandeira do Brasil. Dessa forma, sinalizou publicamente sua decisão de buscar novo mandato.
Vice-governador aguarda apoio do PL
Matheus Simões, vice-governador de Minas, tem esperado contar com o apoio do PL. Entretanto, Nikolas colocou em dúvida esse apoio ao afirmar que o partido busca candidato próprio.
Entre os aliados de Simões, a possível candidatura de Nikolas é vista como remota. No entanto, permanece como ameaça ao projeto do vice-governador de ser o único candidato competitivo da direita.
Simões afirmou ter acordo com Jair Bolsonaro desde o ano passado. Portanto, oferece ao PL uma vaga ao Senado em sua chapa.
Acordo com Bolsonaro sobre o Senado
“O presidente Bolsonaro afirmou que queria uma vaga do Senado na minha chapa para o PL”, declarou Simões. Além disso, destacou que esse acordo foi feito publicamente em Belo Horizonte.
A reunião aconteceu logo antes de Bolsonaro ser preso. Consequentemente, o acordo permanece válido segundo o vice-governador.
Entre os cotados para a vaga estão o deputado federal Domingos Sávio, presidente do diretório estadual. Ademais, o pastor Edésio de Oliveira, pai de Nikolas, também aparece nas conversas.
Disputa pela vice de Simões
A indicação do candidato a vice na chapa deverá ficar a cargo do governador Romeu Zema (Novo). Portanto, o PL não terá essa posição, como já foi cogitado no passado.
Dentro do Novo, alguns nomes ganham força para a vice-governança. Entre eles está a vereadora Fernanda Altoé, amiga pessoal de Matheus Simões.
O ex-deputado Tiago Mitraud também é cotado como quadro técnico do partido. Além disso, Gleidson Azevedo, atual prefeito de Divinópolis, aparece nas especulações.
Gleidson Azevedo no páreo
Gleidson Azevedo é irmão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Portanto, traz capital político familiar para a disputa.
O prefeito afirmou que aceitaria o desafio de ser vice. No entanto, colocou uma condição importante para isso.
“Aceitaria o desafio, mas só se o irmão não for candidato”, declarou Gleidson ao GLOBO. Assim, demonstra que a família não quer disputar entre si.
Pesquisas apontam Gleidson à frente
O parlamentar Cleitinho tem demonstrado intenção de concorrer ao governo de Minas. Além disso, desempenha acima de Simões nas pesquisas eleitorais.
Essa situação complica os planos do vice-governador de liderar a direita mineira. Consequentemente, a disputa interna promete ser acirrada.
O PL ainda busca definir sua estratégia para as eleições em Minas. Portanto, os próximos meses serão decisivos para os arranjos políticos no estado.
Cenário eleitoral indefinido
O cenário eleitoral mineiro permanece em aberto para a direita. Dessa forma, diversos nomes disputam espaço e apoio do bolsonarismo.
Nikolas afirma buscar reeleição, mas desde o ano passado já sinalizou interesse no governo. Portanto, sua posição ainda pode mudar dependendo das negociações.
A indefinição sobre o papel de Nikolas nas eleições reflete a complexidade das articulações políticas. Assim, o PL terá que decidir rapidamente sua estratégia em Minas Gerais.