Veja o resumo da noticia

  • Galípolo, do Banco Central, define 'calibragem' como essencial no estágio atual da política de juros.
  • BC precisa ajustar o ritmo da política monetária considerando melhora nos indicadores de inflação.
  • Processo de desinflação gradual exige leitura atenta dos dados para evitar aperto ou flexibilização indevidos.
  • Política monetária deve ponderar efeitos dos juros sobre atividade econômica, crédito e mercado de trabalho.
  • Ambiente internacional desafiador, juros nos EUA e riscos geopolíticos estão no radar do Banco Central.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (9) que a palavra-chave do atual estágio na política de juros é “calibragem”, classificando o termo como “essencial” diante do cenário.

Durante evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, Galípolo destacou que o Banco Central precisa ajustar o ritmo das decisões de política monetária com cautela. Contudo, levando em conta sinais recentes de melhora nos indicadores de inflação corrente e nas expectativas do mercado para os preços à frente.

Segundo Galípolo, o processo de desinflação tem apresentado avanços graduais, o que exige uma leitura mais fina dos dados para evitar um aperto exagerado ou uma flexibilização antes da hora nas condições financeiras.

“Calibrar” a política monetária, nesse contexto, significa ponderar os efeitos dos juros elevados sobre a atividade econômica, o crédito e o mercado de trabalho.

Galípolo destacou cenário externo desafiador, com incertezas sobre juros globais, sobretudo nos EUA, e riscos geopolíticos que pressionam commodities e cadeias de suprimentos ainda. Esses fatores, segundo ele, continuam no radar do Banco Central brasileiro.