WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO e REUTERS/Adriano Machado
WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO e REUTERS/Adriano Machado

A Polícia Federal reorganizou o cronograma de depoimentos dos executivos envolvidos no caso Master-BRB. Dessa forma, as oitivas acontecerão na próxima segunda (26) e terça-feira (27). A mudança ocorreu após interferência do Supremo Tribunal Federal.

O ministro Dias Toffoli determinou que a PF concentre todos os depoimentos em apenas dois dias. Inicialmente, a corporação havia solicitado seis dias para as audiências. Portanto, os investigadores precisaram reduzir drasticamente o número de convocados.

Lista de depoentes encolheu após decisão

Fontes da Polícia Federal confirmaram mudanças significativas na relação de nomes. Consequentemente, dois executivos importantes ficaram de fora. Daniel Vorcaro, ex-presidente do Master, não depõe mais. Além disso, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, também saiu da lista.

A decisão de Toffoli contrariou a estratégia inicial dos delegados. Entretanto, a corporação precisou se adaptar ao novo prazo. Assim, apenas seis executivos serão ouvidos.

Quem prestará depoimento na semana que vem

Do Banco Master, quatro ex-sócios comparecem ao STF. Augusto Ferreira Lima é o primeiro da lista. Luiz Antonio Bull também responde às perguntas dos investigadores. Ademais, Alberto Feliz de Oliveira participa das oitivas. Por fim, Angelo Antonio Ribeiro da Silva completa o grupo.

Quanto ao BRB, dois ex-diretores foram convocados. Dario Oswaldo Garcia Junior é um deles. Enquanto isso, Robério Mangueira também presta esclarecimentos.

A maioria das oitivas ocorrerá presencialmente no Supremo Tribunal Federal. Porém, algumas podem acontecer de forma virtual. Dessa maneira, a logística fica mais flexível para os investigadores.

A PF não divulgou oficialmente os horários dos depoimentos. Portanto, o cronograma deve ser intenso nos dois dias.

Contexto da investigação

O caso envolve suspeitas de irregularidades financeiras nos dois bancos. Além disso, investiga possíveis esquemas de desvio de recursos públicos. A operação já havia resultado em outras fases anteriores.

A compressão do prazo gera preocupação entre investigadores. Segundo fontes, seis dias permitiriam aprofundar melhor os questionamentos. Contudo, a decisão de Toffoli precisa ser cumprida.

Repercussões da mudança de cronograma

Especialistas avaliam que a redução do prazo pode afetar a qualidade das apurações. Entretanto, a PF garantiu que manterá o rigor técnico. Assim, os depoimentos serão conduzidos com o mesmo padrão de excelência.

Os advogados dos executivos não se manifestaram publicamente sobre a mudança. Porém, fontes jurídicas indicam que a nova data não prejudica a defesa. Consequentemente, todos os convocados devem comparecer normalmente.

A comunidade jurídica acompanha o desenrolar do caso com atenção. Portanto, os depoimentos da próxima semana podem trazer revelações importantes para a investigação.