Veja o resumo da noticia

  • Produção de veículos no Brasil registra queda de 12% em janeiro de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.
  • Vendas de veículos no mercado varejista apresentam recuo de 0,4% em relação a janeiro de 2025 e forte queda ante dezembro.
  • Exportações de veículos diminuem 18,3% na comparação anual, mas mostram recuperação de 38,3% em relação a dezembro.
  • Setor automotivo demonstra resiliência no mercado de trabalho com a criação de 223 novas vagas em janeiro.
Foto: Pexels
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A produção de veículos no Brasil caiu 12% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2025, e somou 159,6 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Além disso, frente a dezembro de 2025, houve recuo de 13,5%, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (6) pela Anfavea.

Apesar do começo de ano mais fraco, a entidade mantém projeção de alta de 3,7% na produção em 2026. Se o cenário se confirmar, o país pode encerrar o ano com 2,74 milhões de veículos fabricados.

Vendas: janeiro recua no ano e despenca ante dezembro

No varejo, as vendas somaram 170,5 mil veículos em janeiro. Na comparação anual, houve queda de 0,4%. Já contra dezembro, o recuo foi de 39%, movimento considerado típico do mês, quando o consumidor lida com mais despesas e o mercado “respira” após o fim de ano.

Exportações: queda no ano, reação na margem

As exportações totalizaram 25,9 mil veículos em janeiro. O volume representa baixa de 18,3% ante janeiro de 2025. Por outro lado, na comparação com dezembro, os embarques subiram 38,3%, sinalizando uma recuperação pontual na margem.

Emprego: setor abre vagas e chega a 109,9 mil trabalhadores

No mercado de trabalho, o balanço mostrou abertura de 223 vagas em janeiro. Assim, as montadoras passaram a empregar 109,9 mil pessoas.

O que o investidor lê nesses números

O retrato de janeiro mistura freio na produção e no comércio, com exportação oscilando e emprego ainda resiliente. Por isso, o setor começa 2026 com um teste importante: manter a projeção de crescimento exigirá ritmo mais forte ao longo dos próximos meses, principalmente se demanda doméstica e canais externos ajudarem.