Foto: Divulgação/Agência Brasil
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O setor de serviços brasileiro registrou queda de 0,1% em novembro de 2025. Portanto, interrompeu uma sequência de nove meses consecutivos de crescimento. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (13).

O resultado frustrou as expectativas do mercado financeiro. Além disso, analistas previam alta de 0,2% no período. Consequentemente, o setor segue em patamar elevado, mas perdeu fôlego.

Comparação anual mantém crescimento

Na comparação com novembro de 2024, o setor apresentou alta de 2,5%. Entretanto, esse índice também ficou abaixo das projeções. A Reuters esperava crescimento de 3% no período.

O acumulado do ano chegou a 2,7% frente ao mesmo período anterior. Assim, o setor mantém desempenho positivo apesar da desaceleração recente.

O setor de serviços possui o maior peso no PIB nacional. Portanto, sua performance impacta diretamente a economia do país. Até outubro, o segmento vinha resistindo aos juros altos.

Atualmente, o setor está 20% acima do nível pré-pandemia. Além disso, ficou apenas 0,1% abaixo do recorde histórico alcançado em outubro de 2025.

O que puxou a queda

Duas das cinco atividades pesquisadas mostraram retração em novembro. O setor de transportes caiu 1,4% no período. Além disso, informação e comunicação recuou 0,7%.

“O destaque no campo negativo fica no setor de transportes”, explicou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa. Dessa forma, aéreo, rodoviário coletivo e logística de cargas pressionaram o resultado.

Por outro lado, algumas atividades apresentaram avanços no mês. Os serviços profissionais e administrativos cresceram 1,3%. Consequentemente, ajudaram a amenizar a queda geral do setor.

Outros serviços subiram 0,5% em novembro. Entretanto, os serviços prestados às famílias ficaram estáveis, sem variação no período.

O setor mantém patamares elevados apesar da leve queda. Portanto, especialistas avaliam o resultado como estabilização em níveis altos. O acumulado em 12 meses permanece em 2,7%.