Veja o resumo da noticia

  • Expectativas do mercado financeiro para a 'Super Quarta' apontam para manutenção das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
  • Economistas preveem manutenção da Selic em 15% devido à atividade econômica forte e à inflação de serviços ainda resiliente.
  • Especialistas projetam o primeiro corte da Selic para o primeiro trimestre de 2025, refletindo cautela do Banco Central.
  • Investimentos pós-fixados, como Tesouro Selic e CDBs, são recomendados para aproveitar os juros reais altos no Brasil.
  • Nos EUA, o Federal Reserve deve pausar os juros, aguardando dados econômicos, com retomada dos cortes prevista para o futuro.
  • Especialistas indicam bonds e Treasury Bills como opções de investimento nos Estados Unidos durante o período de juros elevados.
  • Diversificação entre renda fixa e variável é a estratégia recomendada para 2026, equilibrando risco e oportunidades.
Imagem gerada por IA
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A “Super Quarta” está chegando com expectativas claras do mercado financeiro. No Brasil, economistas aguardam a manutenção da Selic em 15%. Nos Estados Unidos, analistas projetam que o Fed manterá as taxas inalteradas. Portanto, investidores devem se preparar para um cenário de juros elevados em ambos os países.

Brasil deve manter Selic em 15% na próxima reunião

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, espera que o Banco Central mantenha a taxa básica. Segundo ele, a atividade econômica permanece relativamente forte no país. Além disso, o mercado de trabalho apresenta pouca ociosidade.

A inflação de serviços segue resiliente, o que dificulta a convergência das expectativas. Jeff Patzlaff, planejador financeiro, reforça essa visão. Ele destaca que o IPCA projetado para 2026 subiu para 4,02%. Consequentemente, a meta central de 3% exige juros elevados.

“O Banco Central precisa manter o remédio forte para evitar que os preços subam mais”, afirma Patzlaff. Além disso, persiste a preocupação com os gastos públicos.

Primeiro corte de juros só deve acontecer em março ou abril

Perri projeta o primeiro corte da Selic para a reunião de abril. Patzlaff, por sua vez, estima que os juros caiam em março. Portanto, o mercado deve conviver com taxas altas por mais alguns meses.

Essa manutenção prolongada reflete a cautela do Banco Central. Consequentemente, investidores precisam ajustar suas estratégias para esse cenário.

Investimentos atrativos com Selic mantida em 15%

Os especialistas recomendam investimentos pós-fixados enquanto a taxa permanece elevada. Perri destaca que os juros reais implícitos estão altos. Além disso, devem continuar atrativos mesmo após os cortes.

Patzlaff reforça essa estratégia. “O investidor brasileiro vive um cenário de juros reais altos”, explica. Portanto, é hora de aproveitar boa rentabilidade sem correr tanto risco.

Opções recomendadas para renda fixa

O Tesouro Selic e CDBs de liquidez diária estão rendendo muito bem. LCIs e LCAs oferecem isenção de Imposto de Renda. Consequentemente, podem proporcionar benefício maior no curto prazo comparado aos CDBs.

Para quem pensa no longo prazo, títulos IPCA+ são excelentes. Eles garantem que o poder de compra seja mantido. Além disso, existem oportunidades para alongar taxas pré-fixadas por mais tempo.

Fed também deve manter juros nos Estados Unidos

A expectativa para o Federal Reserve é de pausa na taxa de juros. Perri explica que a autoridade monetária americana adotou postura data-dependent. Portanto, aguarda mais dados antes de retomar os cortes.

Patzlaff complementa que o PIB americano foi revisado para cima. “A economia está aguentando bem os juros altos”, afirma. O Fed já promoveu cortes no final de 2025. Agora, quer observar o efeito dessas reduções.

A retomada dos cortes deve acontecer entre abril e junho. Consequentemente, o mercado americano também convive com juros elevados por mais tempo.

Onde investir nos EUA

Diante desse cenário, Perri aponta oportunidades na renda fixa americana. Por exemplo, fundos ou posições diretas em bonds intermediários. Além disso, hedge funds surgem como alternativa tática interessante.

Patzlaff recomenda Treasury Bills para o curto prazo. Ao mesmo tempo, bonds de grandes empresas oferecem retornos atrativos. “São como debêntures no Brasil”, compara.

Por fim, empresas de tecnologia tendem a se beneficiar quando o Fed sinaliza estabilidade. Isso porque o custo de financiamento se estabiliza. Assim, essas companhias ganham atratividade.

Diversificação como estratégia central

Em resumo, o cenário de 2026 exige paciência e acompanhamento contínuo. Por isso, Patzlaff reforça:”Não coloque todos os ovos na mesma cesta”.

Além disso, a diversificação de risco torna-se essencial. Dessa forma, investidores podem equilibrar renda fixa e variável. Consequentemente, aproveitam oportunidades tanto no Brasil quanto no exterior.