Andressa Anholete/STF
Andressa Anholete/STF

O ministro Dias Toffoli reduziu o prazo para oitivas no caso Master. Assim, a Polícia Federal terá apenas dois dias para ouvir investigados. Antes disso, o período era de seis dias.

Mudança brusca no cronograma

As oitivas estavam programadas para acontecer entre 23 e 28 de janeiro. Porém, o ministro do STF alterou completamente o planejamento. Portanto, a PF precisa apresentar novo cronograma urgentemente.

Dessa forma, os depoimentos devem ocorrer em dois dias consecutivos. Além disso, a mudança pega a corporação de surpresa. Consequentemente, aumenta a pressão sobre os investigadores.

Justificativa oficial

Toffoli alegou limitação de pessoal no Supremo Tribunal Federal. Além disso, citou falta de disponibilidade de salas de audiência. Portanto, segundo o ministro, a compressão do prazo se justifica.

Contudo, especialistas questionam a fundamentação apresentada. Dessa forma, cresce a percepção de atrito institucional. Além disso, a decisão reforça clima de desconfiança.

Reação da Polícia Federal

A corporação ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão. Contudo, bastidores indicam insatisfação com a mudança. Assim, internamente, agentes criticam a compressão do prazo.

Além disso, questionam a viabilidade operacional da medida. Portanto, consideram o novo cronograma extremamente desafiador. Dessa forma, temem comprometer a qualidade das oitivas.

Depoimentos já realizados

Em 30 de dezembro, a Polícia Federal ouviu dois investigados importantes. Primeiramente, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em seguida, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

Portanto, parte dos trabalhos investigativos já avançou. Contudo, outros depoimentos aguardam realização. Assim, a redução do prazo impacta diretamente o cronograma restante.