Imagem realista mostrando o logotipo da Vale sobre rochas de minério em primeiro plano, com bandeira do Brasil ao fundo, uma seta verde apontando para cima e um painel de gráfico financeiro representando a alta das ações no Ibovespa e valorização da mineradora no mercado financeiro.
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As ações da Vale (VALE3) disparam nesta quarta-feira (14) na B3. Assim, a mineradora acumula valorização de 8% no mês de janeiro.

Por volta de 15h, o papel avançava 3,2%, cotado a R$ 77,71. Além disso, em Nova York, o ADR subia 2,5%, a US$ 14,47.

Por que a Vale está em alta?

Hugo Cabral, analista da Nord Research, explica os motivos da forte valorização. Segundo ele, a empresa combina avanços operacionais com melhora estrutural.

“A Vale está fazendo o dever de casa”, afirma o especialista. Portanto, a mineradora reconquista a confiança dos investidores.

A companhia deixou para trás questões importantes. Assim, resolveu problemas legados de segurança e instabilidade operacional.

Ademais, a empresa avança na redução de custos. Consequentemente, isso melhora significativamente sua rentabilidade.

A Vale se beneficia da demanda chinesa por minério de teor médio. Portanto, a empresa mistura minério de alto teor de Carajás com outras minas.

Essa estratégia trouxe resultados expressivos. Assim, a participação desse produto saltou de 49% em 2023 para 61% atualmente.

Custos em queda

O custo all-in do minério e das pelotas recuou 4% no último trimestre. Portanto, atingiu US$ 53 por tonelada.

O frete foi o principal responsável por essa redução. Além disso, a empresa mantém expectativa de cumprir o guidance de 2025.

Os planos de expansão também impressionam. Consequentemente, a meta é atingir 360 milhões de toneladas em 2030.

Do lado institucional, há progressos importantes. Assim, a Vale eliminou barragens em nível máximo de emergência.

Além disso, reduziu expressivamente estruturas em níveis críticos. Portanto, isso aumenta a segurança operacional da companhia.

Cenário externo favorável

O minério de ferro supera projeções conservadoras. Atualmente, o produto se mantém acima de US$ 105 por tonelada.

A produção de aço na China sustenta esses preços. Assim, o país mantém cerca de 1 bilhão de toneladas anuais.

Vale lembrar que a China responde por metade das vendas da mineradora. Portanto, esse mercado é fundamental para os resultados.

Metais da transição energética

Níquel e cobre vivem bom momento no mercado. Consequentemente, já representam 20% do Ebitda da Vale.

Esses metais são essenciais para a transição energética. Portanto, a demanda tende a crescer nos próximos anos.

A forte geração de caixa permitiu distribuição extraordinária de proventos. Assim, o dividend yield atingiu 10%.

Entretanto, a projeção para o ano fica em torno de 7%. Ainda assim, representa retorno atrativo para os investidores.

Ação ainda está barata

Mesmo após a alta recente, a ação mantém múltiplos baixos. Atualmente, negocia cerca de 5 vezes o Ebitda.

Esse patamar fica abaixo da média histórica da Bolsa. Portanto, ainda há espaço para valorização, segundo analistas.

A Vale tem o maior peso no índice Ibovespa. Consequentemente, sua alta impulsiona todo o mercado.

Enquanto a mineradora sobe 8% no mês, o Ibovespa avança 1,6%. Finalmente, isso mostra a relevância da empresa para a bolsa brasileira.