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Ibovespa despenca mais de 5% puxado por Petrobras após interferência de Bolsonaro; dólar sobe

A bolsa brasileira opera em forte queda nesta segunda-feira (22) e um único assunto assombra os investidores, as perdas provocadas à Petrobras em função da decisão do presidente Jair Bolsonaro sobre mudança no comando da estatal. Na sexta-feira (19), já após fim do pregão, o presidente anunciou, em uma rede social, o general Joaquim Silva e Luna como novo presidente da Petrobras (reveja).

A confirmação da mudança veio após um dia turbulento, no qual a informação que circulou horas antes do anúncio oficial já impôs perdas à estatal e assustou o mercado. Com os investidores já agitados, a informação era de Luna deveria manter a política de preços já implementada na Petrobras (reveja). Uma das grandes insatisfações de Bolsonaro são os sucessivos aumentos dos combustíveis, sobretudo o diesel, que pressiona e gera ameaça de categorias como a dos caminhoneiros. Um dia antes da interferência no comando da empresa, Bolsonaro anunciou a isenção de impostos federais sobre o diesel e o gás. A equipe econômica, comandada pelo ministro Paulo Guedes não tem se pronunciado desde a última semana.

Para especialistas em economia, a mudança autoritária afasta o investidor e dificulta a saída da crise (reveja). Neste fim de semana, a XP Investimentos rebaixou a recomendação da Petrobras de “neutra” para “venda” e disparou: “Não há mais como defender” (reveja).

Às 11h00, horário de Brasília, o índice da bolsa brasileira tinha queda de 4,91%, a 112.610 pontos. O dólar avançava 2,42%, cotado a R$ 5,51.

As inscrições PETROBRAS ON N2 e PETROBRAS PN N2 apresentam que de 17,79% e 17,05% nesta segunda-feira. As ações são comercializadas a R$ 22,28 e R$ 22,67, respectivamente.

Às, 12h20, a queda estava ampliada em 4,98%, a 112.530 pontos. A moeda americana continuou em movimento crescente. Cotado a R$ 5,48, com alta de 1,84%.

Às 12h45, o movimento negativo avançou a 5,27% de queda, a 112.185 pontos. A queda nas ações da Petrobras seguem com redução de mais de 20%.

Às 14h14, o principal benchmark da bolsa reduzia levemente o desempenho negativo, mas seguia em queda de 4,49%, a 113.108 pontos. Já o dólar avançava a 1,40%, sendo cotado a R$ 5,46.

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