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Efeito Manada: O que é e como fugir dele?

O efeito manada consiste na tendência de repetir ações feitas por outras pessoas, consideradas “influentes”, esperando assim ter o melhor resultado possível. O nome desse efeito é dado por conta da semelhança com o que ocorre no reino animal. É comum que todos os integrantes de uma grupo (manada) sigam em uma mesma direção, seguindo os animais mais fortes, em busca de proteção, porque juntos eles possuem mais chances de sobreviver ao ataque de um predador.

Contudo, quando o comportamento de manada ocorre com os humanos, os efeitos podem não ser tão positivos.

Consequências

O comportamento de manada tem impactos em diversas áreas da vida. E quando chega aos investimentos, esse efeito pode ser devastador. Isso porque se todos os investidores optam pela compra ou venda de ações da mesma empresa, ao mesmo tempo, o risco sistêmico destas transações aumenta.

Por conta disso, a própria Bolsa de Valores possui um mecanismo de proteção contra o efeito manada, que é o Circuit Breaker. Ele funciona da seguinte maneira: quando o Ibovespa (o principal indicador da Bolsa de Valores brasileira) cai 10% em comparação com o pregão anterior, a B3 faz uma pausa de 30 minutos em todas as transações. O intuito da pausa é que os investidores “acalmem os ânimos” e reflitam sobre qual é realmente a melhor decisão para seguir. Caso a queda continue após a pausa, chegando a 15%, um novo mecanismo do Circuit breaker é ativado, pausando as transação novamente, porém por um tempo maior, de 60 minutos. Após a reabertura, se a B3 prosseguir em movimento de queda, chegando a 20%, uma nova pausa é ativada, e dessa vez, por um tempo que será determinado pela bolsa.

O ideal, quando o tema é investimentos, é fugir do efeito manada. Por mais que este movimento seja causado pelo medo de perder, ele aumenta a probabilidade de perda efetiva. Visto que esse efeito pode ser o causador de bolhas especulativas.

Mas como fugir desse efeito? 

Para fugir do efeito manada é necessário saber qual é o seu perfil de investidor (conservador, moderado ou agressivo), ter um planejamento claro sobre quais metas deseja atingir com as suas aplicações, estudar e entender os ativos que deseja investir, focar na diversificação da carteira e claro, não investir em algo apenas porque algumas pessoas estão falando que é melhor opção.

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