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Governo fala em vender estatais e passar dinheiro para a população carente

Equipe econômica quer concluir projeto que prevê dividendo social

Após interferir na Petrobras e ameaçar “meter o dedo” no setor de energia, o presidente Jair Bolsonaro acabou provocando uma crise no mercado. Mas para tentar contornar situações como esta, a equipe do Ministério da Economia está concluindo um projeto que prevê a criação de um “dividendo social”. A informação é do colunista Vicente Nunes, do Correio Braziliense. 

A ideia seria vender as empresas públicas e utilizar parte do dinheiro para abater dívidas do Estado. A outra parte seria distribuída para parte da população que é mais pobre, e é atendida pelos programas sociais do governo. “Isso é muito melhor do que ficar sustentando estatais deficitárias”, disse um integrante da equipe econômica sobre as privatizações.

 O técnico também afirma que as estatais dependem do Tesouro Nacional e consomem cerca de R$ 30 bilhões por ano. “Com esse dinheiro, daria para, praticamente, dobrar o Bolsa Família, que tem orçamento previsto para 2021 de R$ 34,8 bilhões”, acrescentou.

O colunista explica, contudo, que convencer o presidente a vender as estatais seria um problema, pois ele está cada vez mais estatizante e intervencionista.

“Um bom argumento é o de que ele estará dando dinheiro aos mais pobres, o que sempre resulta em aumento de popularidade”, disse um outro integrante da Esplanada. É reconhecido pela equipe de economia que o lobby dentro do governo é contra a privatização, pois as empresas são utilizadas como barganha política. A atual administração está “pendurada” no Centrão no Congresso Nacional. Há também os militares, que defendem um Estado Inchado, argumentando que setores como o de petróleo são estratégicos para o país.

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