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Após um ano de congelamento dos aluguéis, imóveis sumiram em Berlim

Esse ano, completou um ano que a prefeitura de Berlim, na Alemanha, adotou um teto para os aluguéis na cidade. Foram congelados os preços nos valores de 2019. No final de 2020, os proprietários também foram obrigados a reduzir os aluguéis e enquadrá-los em algum dos novos limites. As informações são da Jovem Pan.

A capital alemã é um bom exemplo dos limites entre a intervenção e a realidade de mercado. Os aluguéis subiram muito por uma década porque, com sua vida noturna e um mercado de trabalho aquecido, Berlim se tornou uma das capitais mais procuradas da Europa pelos jovens.

Foi estimado que 40 mil deles chegavam à cidade por ano. Com os novos moradores, cresceu a procura por imóveis, refletindo nos preços, com o dobro. No entanto, os salários não seguiram o mesmo padrão, revoltando os moradores, que, observando o aumento no custo de moradia, começaram a pressionar as autoridades.

A ideia da saída seria para estimular a construção de prédios e aumentar a oferta, equilibrando os preços. O governo de Berlim até pensou nisso, garantindo que aluguéis de novos apartamentos ou construídos após 2014 são livres. Os preços são negociados entre proprietários e inquilinos. Mas também congelou por cinco anos – até 2025 – os valores dos imóveis antigos. Um ano depois, a prefeitura considera a iniciativa um sucesso. O modelo se espalha pelo país, copiado por outras cidades, e os aluguéis ficaram, em média, 11% mais baratos com o controle de preços, segundo o Instituto Alemão de Pesquisa Econômica. Mas só quando há imóveis para alugar, e aí começa o problema. Encontrar apartamento em Berlim ficou muito, mas muito mais difícil.

De acordo com a revista The Economist, o número de imóveis anunciados caiu muito. Quem mora de aluguel prefere não mudar, pois pode correr o risco de não achar outro lugar. E os proprietários, em vez de alugar, preferem morar nos imóveis, vender ou deixar sem inquilinos. Já os novos apartamentos , que não são controlados, os aluguéis aumentam muito mais rápido do que em outras grandes cidades alemãs, já que são os que mais ficam disponíveis.

Ainda esse ano, um tribunal deve julgar se o teto de aluguéis é constitucional. Se permanecer, a tendência é que a falta de imóveis continue ou até piore.

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