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“Até cogito vender S&P e comprar Brasil”, afirma sócio da Verde, Luis Stuhlberger

O sócio da Verde Asset Management, Luis Stuhlberger, declarou que tem se mostrado mais positivo com o cenário de curto prazo no Brasil, por conta dos desdobramentos recentes, mesmo que ainda veja os fundamentos de longo prazo como “desafiadores”. “Até cogito de vender S&P e comprar Brasil”, afirmou ele em evento do Credit Suisse. As informações são do Estadão.

Stuhlberger explicou que o Verde tem alocação histórica de 35% em ações brasileiras, no entanto atualmente só tem 21% em Brasil e 15% fora do País, principalmente nos EUA. “Por enquanto, estamos OK com isso. Acho que vamos ter um ano de otimismo com o Brasil, mesmo com os problemas de longo prazo.”

“Para o próximo ano, os próximos seis meses, acho que vamos estar bem”, disse Luis na noite da última terça-feira (26), prevendo que os fluxos de capital sigam entrando no Brasil. Para Stuhlberger, a curva longa de juros a termo vai seguir inclinada, em um ambiente de crescimento potencial ainda baixo, na casa de 1,5% a 2%.

“O juro real negativo acabou fazendo mal para o Brasil”, disse o gestor, em evento do Credit Suisse. Stuhlberger citou efeitos negativos no câmbio, com a moeda brasileira tendo desempenho muito pior que seus pares em anos recentes. Os modelos mostram hoje o preço justo do dólar no Brasil de R$ 4,20 a R$ 4,30.

Stuhlberger, depois de testar juros básicos de 2%, não enxerga as taxas voltando aos níveis que tiveram no passado. Segundo ele, a queda até este nível foi exagerada e teve consequências. “A depreciação do dólar não foi indolor, vai gerar efeitos na inflação maior do que a gente imagina.”

Para o sócio, se o BC levar a Selic para 4% ou 4,5%, ou seja, com juro real em nível zero, já terá dado um passo importante para consertar o fato de ter levado a taxa básica para 2%. Sobre o auxílio emergencial, Stuhlberger prevê que, se vier, não será longo, na casa dos 2 ou 3 meses.

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