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Funding para negócios: simples, elegante e completamente errado

Precisa de dinheiro para o seu negócio? Todos os caminhos levam ao seu banco. Isso porque, de acordo com o jornalista americano H.L. Mencken, para todo problema complexo sempre existe uma solução simples, elegante e completamente errada. Esta frase nunca coube tão bem em um ambiente de extrema complexidade em que vivemos no nosso país. Talvez, ninguém mais que o empresário brasileiro consiga ter melhor esta visão, desde a hora de buscar um funcionário qualificado, até o momento de pagar os seus tributos.

Uma das consequências da nossa complexidade está na dificuldade de acesso a capital para desenvolvimento de negócios. Cinco grandes bancos, por exemplo, concentram 85% das operações de crédito no país, gerando lucros anuais em torno de R$ 100 BI. Nada contra o lucro, nem muito menos contra os bancos, porém a pouca variação nas suas excelentes margens ao longo dos anos reflete o quão disfuncional é o nosso sistema financeiro e isso hoje traz graves reflexos à nossa economia.

Você já experimentou tomar crédito para um negócio no seu banco? Se você é empresário, te desafio a sair de lá com uma taxa inferior a 7x o que o próprio banco te paga na sua própria aplicação financeira. Fora a taxa, certamente sairá de lá com um consórcio, um título de capitalização e uma aplicação financeira de 20% do que te emprestaram. Justo ou injustamente, não nos cabe aqui discutir. Se há mercado, há negócio!

Cabe ao estado a regulação de atividades essenciais à economia incluído ao sistema financeiro. Neste campo, é importante ressaltar que tivemos nos últimos anos evoluções interessantes. O Banco Central (BC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vêm fazendo um bom trabalho no sentido de desconcentrar o crédito no Brasil. Ressalte-se aí a Instrução CVM 588 que regulamentou o funcionamento das plataformas eletrônicas de investimento coletivo em 2017.

As plataformas reguladas pela ICVM 588 funcionam hoje como a verdadeira porta de entrada para o Mercado de Capitais, já que ele aproxima diretamente investidores a empresas por meio de estruturas como a Bolsa de Valores, Fundos de Investimento e Corretoras de Valores Mobiliários.

Apesar de tentar simplificar o acesso a capital diretamente com investidores, boa parte do Mercado de Capitais é completamente inacessível aos empresários de pequeno e médio porte. Raros são os casos de IPO’s para empresas que faturam menos que R$ 1 bilhão e a maior parte dos deals com Fundos de Investimento giram acima dos R$ 30 milhões de aporte.

As plataformas de investimento reguladas simplificam este acesso, em operações que variam de R$ 500 mil a R$ 5 milhões. As empresas que captam por meio das mesmas são automaticamente dispensadas de registro na CVM, sem deixar, contudo, de assumir uma série de responsabilidades regulatórias e contratuais. Além de acessar recursos para os seus negócios, conseguem utilizar as plataformas como um verdadeiro ambiente de interação com os seus investidores após a captação, estruturando aos poucos a sua Governança e seus processos de Relacionamento (RI).

Ao longo da minha carreira no mercado, confesso que me sinto privilegiado em fazer parte desta revolução e a crescente que vemos visto nos últimos anos aqui no Brasil. Fiz parte de 35 “mini-IPO´s” e “mini-Debêntures” para empresários que certamente chegarão às suas rodadas com Fundos de Private Equity ou até mesmo à Bolsa de Valores. Até lá estão encorpando os seus negócios e montando as suas próprias bases de investidores, de forma a acessá-los recorrentemente ao longo prazo.

Por fim, no mercado podemos encontrar plataformas de crowdfunding intermediando mais de R$ 40 milhões captados para projetos alternativos em segmentos de Saúde, Energia, Agronegócio, Imobiliário e Franquias. Essas fintechs, sem dúvidas, prestam um serviço que vai muito além do funding, catalisando negócios com investimentos diretamente na economia real, gerando milhares de empregos e rentabilizando a carteira de investidores que hoje precisam de alternativas de alocação, sem necessariamente ter que viver as angústias da volatilidade na Bolsa. Um verdadeiro local de encontro entre investidores – que buscam diversificação, rentabilidade e conhecimento – com empreendedores, que querem e precisam muito mais do que as soluções oferecidas por meio dos seus bancos.

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