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G7 fecha acordo sobre criação de imposto global

É esperado que o documento aprovado pelo G7 também seja aprovado na reunião do G20

O G7 fechou um acordo, neste sábado (5), para a criação de um imposto global de, pelo menos, 15% para as grandes empresas.

O anfitrião do evento, o ministro das Finanças do Reino Unido, Rishi Sunak, alegou que a taxa é justa, pois dificulta a existência de paraísos fiscais, que são regiões em que os impostos são mais baixos ou nulos e por esse motivo grandes empresas transferem suas sedes para estes lugares a fim de reduzir suas despesas com tributos.

Além disso, o britânico ressaltou que “as maiores empresas globais, com margens de lucro acima de 10%, verão cerca de 20% de todos os lucros acima desse limite realocados e tributados nos países onde as vendas foram realizadas”.

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, declarou que a medida “é um compromisso sem precedentes que colocará fim à corrida para a diminuição na taxação de empresas, assegurando igualdade para os trabalhadores nos Estados Unidos e em todo o mundo”.

Já Paolo Gentiloni, comissário europeu para a Economia, ressaltou que “foi um encontro positivo que nos permitiu construir pontes sobre questões cruciais. A possibilidade de um acordo global aumentou notavelmente. Nós precisamos fazer um último esforço para expandir esse consenso aos membros do G20 e a todos os países envolvidos, incluindo a OCDE”.

O grupo, composto por Reino Unidos, Alemanha, França, Japão, Itália, Canadá e Estados Unidos, se comprometeu em apoiar o acordo durante a reunião do G20, que ocorrerá no mês que vem em Veneza. Segundo o Infomoney, neste próximo encontro, é esperado que um documento formal seja assinado.

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