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XP rebaixa recomendação da Petrobras de ‘neutro’ para ‘venda’: ‘Não há mais como defender’

A XP Investimentos rebaixou a recomendação das ações da Petrobras de neutro para venda em relatório intitulado “Não há mais como defender, rebaixamos para venda”, no qual o preço-alvo foi revisado, de R$ 32 para R$ 24 nas ações ordinárias e preferenciais.

A mudança ocorre após o recente anúncio de que o governo federal decidiu substituir o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim de Silva e Luna.

“Vemos esse anúncio como uma sinalização negativa, tanto de uma perspectiva de governança, dados os riscos para a independência de gestão da Petrobras, como também por implicar riscos de que a companhia continue a praticar uma política de preços de combustíveis em linha com referências internacionais de preços, ou seja, que reflitam as variações dos preços de petróleo e câmbio”, dizem os analistas Gabriel Francisco e Maíra Maldonado, em relatório.

Para eles, existem muitas incertezas para justificar uma tese de investimento na Petrobras, e “acreditamos que as ações deverão daqui em diante negociar com um desconto mais alto em relação ao histórico e a outras petroleiras globais”.

Nos cáculos da XP, a Petrobras negocia a uma média de 5,15x EV / EBITDA em 2021-22, um modesto desconto de -6,5% para níveis históricos de 5,5x e um desconto de -26,4% para os níveis de múltiplos das grandes petroleiras americanas (Chevron, ExxonMobil e ConocoPhilips), ante níveis históricos de desconto de -33,0%.

Para colocar em perspectiva, durante períodos de instabilidades macroeconômicas e políticas no Brasil, como a crise política de maio de 2017 e a greve dos caminhoneiros em maio de 2018, as ações da Petrobras negociavam em um patamar de 4,5x EV / EBITDA, ou níveis de desconto em relação às petroleiras americanas entre -40% e -45%, conforme mostrado nos gráficos a seguir.

“Em nossa opinião, as ações da Petrobras devem passar por uma penalização no mercado semelhante ao que foi observado nos períodos acima mencionados de instabilidades no Brasil, e não deverão refletir o seu valor intrínseco (ou seja, projetado com base em fluxos de caixa futuros) ou o elevado perfil de geração de caixa da companhia enquanto o ambiente atual de incertezas persistir”, acrescentam. Com informações do Valor Investe.

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