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Corretora turca de criptomoeda com US$ 2 bilhões sai do ar e CEO desaparece

O situação peculiar ocorre em um cenário interessante para os criptoativos na Turquia

A bolsa turca de criptomoedas Thodex interrompeu suas atividades na manhã de quinta-feira (22), sem aviso prévio, travando fundos de seus 391.000 clientes. Segundo registros policiais compartilhados com Oğuz Evren Kılıç, advogado turco, o CEO da corretora deixou a Turquia na noite de quarta-feira (21).

Funcionando desde 2017, a bolsa compartilhou, na véspera, um comunicado em sua rede social Twitter mencionando um documento externo que não foi especificado, que a compeliu a suspender suas negociações por 4-5 dias.

Para o advogado Kılıç isso “pode ser bem uma farsa”, o advogado entrou com uma ação judicial contra a bolsa. O CEO, além de deixar o país, deletou suas contas nas redes sociais. De acordo com o UOL, a companhia também interrompeu todo o suporte ao cliente. “Isso é assustador”, afirmou Kılıç.

Estima-se que a totalidade dos fundos bloqueados nas contas Thodex tenha valores entre US$ 2 e US$ 10 bilhões – os valores serão mais precisos no decorrer da investigação- e que ainda haja capital nas contas bancárias da bolsa e de seus proprietários.

Entre 15 de março e 15 de abril a companhia havia adquirido milhares de novos clientes, pois fez uma campanha de marketing que recompensava cada nova inscrição com 150 Dogecoin (o movimento foi realizado antes do DOGE estar em alta) o novo volume de clientes fez com que a empresa alcançasse um recorde de US$ 1,37 bilhão em negociações, o valor diário mais alto do ano passado.

O desaparecimento de Thodex ocorre num cenário curioso, na sexta-feira (16), o governo turco reconheceu de modo legal os criptoativos, mas proibiu o pagamento com eles, bem como não permitiu que as fintechs lidassem direta ou indiretamente com a moeda, o que influencia, principalmente, as corretoras estrangeiras que dependem dessas empresas para operar no país, pois os bancos locais não fazem parceria com as estrangeiras.

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