Resumo Semanal: Em meio a notícias sobre eficácia de vacinas, Ibovespa sobe 1% na semana com fluxo estrangeiro

A semana começou impulsionada pelas boas notícias dos testes de novas vacinas, com eficácia superior a 90% no caso das profilaxias da Moderna, Pfizer e BioNTech. Os resultados vêm de análises preliminares de grandes estudos clínicos e ainda não foram publicadas em nenhuma revista científica.

O Ibovespa terminou a semana apresentando um saldo positivo de 1,26%, superando as semanas passadas e conseguindo se deslocar das pontuações negativas de índices internacionais, como o Wall Street. Parte desse bom desempenho é causado pela participação ativa de investidores estrangeiros, que impulsionam o mercado de ações brasileiro neste mês de novembro.

Segunda

O Ibovespa encerrou em forte alta na segunda-feira (16), e atingiu seu maior patamar de fechamento desde março em meio ao vencimento de opções sobre ações. A bolsa foi alavancada pelos fortes dados de crescimento chinês e pela divulgação de que a vacina contra o coronavírus elaborada pela farmacêutica Moderna possui mais de 94% de eficácia, média superior aos 90% da profilaxia da Pfizer e da BioNTech.

No continente Asiático, a China obteve um aumento de 6,9% em relação a produção industrial em comparação ao registro anual. Ainda no lado oriental, o Japão contabilizou um crescimento de 5% no PIB (Produto Interno Bruto), o primeiro avanço em quatro trimestres e a maior expansão desde 1980.

Nessa segunda também aconteceu a assinatura do maior acordo comercial do mundo, que envolve 15 países asiáticos. A Parceria Econômica Regional Compreensiva contempla uma população de 2,2 bilhões de pessoas e cerca de 30% do PIB mundial.

O Ibovespa teve alta de 1,63%, a 106.429 pontos. A última vez em que o índice encerrou um pregão acima dos 106 mil pontos foi no dia 4 de março, quando o benchmark terminou a sessão cotado em 107.224 pontos. O dólar comercial caiu 0,69% a R$ 5,43.

Terça

O Ibovespa fechou em forte alta na terça-feira (17) em razão do bom desempenho dos papéis da Petrobras (PETR3; PETR4), que registraram avanço superior a 1% apesar do mercado internacional ter marcado o dia com a estabilidade do petróleo. Além disso, a Vale também impulsionou a bolsa ao valorizar suas ações mais de 3%.

O principal benchmark de ações do Brasil atingiu seu maior patamar desde o pregão anterior ao Carnaval, em 21 de fevereiro, quando chegou a contabilizar 113.308 pontos.

Em São Paulo, o governo do estado resolveu adiar para 30 de novembro a reclassificação das aéreas de acordo com o grau de novas contaminações por Covid-19.

No cenário internacional, a quarentena foi retomada em alguns estados dos EUA e a Rússia atingiu um novo recorde diário de infecções, com 22.778 casos.

Sobre as instituições financeiras, o Banco Central comunicou que há a possibilidade de aumentar a quantidade de swaps cambiais oferecido para suprir à alta demanda pela moeda americana nas próximas semanas. Em comunicado, o banco sinalizou que os leilões diários terão início com o objetivo de rolar US$ 11,8 bilhões de dólares por meio de contratos de swaps cambiais, com vencimento em 4 de janeiro.

O Ibovespa subiu 0,77%, a 107.248 pontos. O dólar comercial apresentou forte queda e reduziu 1,97%, sendo cotado a R$ 5,33.

Quarta

O Ibovespa encerrou em leve queda na quarta-feira (18), em uma correção após os últimos dois dias consecutivos em alta. A bolsa é puxada pelas ações de bancos, em destaque o Bradesco (BBDC3; BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4) caíram 1,9%, ao passo em que o Banco do Brasil (BBAS3) reduziu 1%.

A principal notícia do radar macroeconômico foi que a cidade de Nova York fechará escolas a partir dessa quinta-feira (19) para evitar o aumento no contágio pelo coronavírus.

Em relação a vacina chinesa CoronaVac, o anúncio de que 97% dos voluntários que receberam a dose mais baixa da profilaxia obtiveram produção de resposta imune a doença causou muito movimento no mercado. Segundo João Doria, governador de São Paulo, o primeiro lote da CoronaVac deve chegar ao Instituto Butantan nessa quinta-feira. O governador pretende que 46 milhões de doses sejam importadas ao estado.

Sobre a Pfizer em parceria com a Biotech, a vacina concluiu a 3ª fase de testes, que contou com 43,5 mil pessoas, e declarou que a vacina tem eficácia de 95%, superando os 90% noticiados anteriormente. 

Aqui no Brasil, a Fitch, uma agência de classificação de risco, reiterou o rating do Brasil em BB-, com perspectiva negativa, o que desanimou uma parte dos economistas. A Fitch afirmou em nota que essa colocação do país é sustentada por sua grande e diversificada economia e capacidade de absorver choques externos, ajudada por sua taxa de câmbio flexível.

O Ibovespa recuou 1,05%, a 106.119 pontos. Na parcial do mês, o Ibovespa tem alta de 14,15%. No ano, tem queda de 7,26%. O dólar comercial subiu 0,13% a R$ 5,33.

Quinta

O Ibovespa encerrou com leve saldo positivo na quinta feira (19), em um pregão marcado pela estabilidade (com leve perdas e ganhos) e com a reviravolta do mercado internacional, que passou quase toda a sessão em queda até que o Wall Street, nas últimas horas de negociação, virou e alcançou o saldo positivo, impulsionado pela compra em papéis de empresas de alta tecnologia.

Deixando mais uma vez evidente o interesse estrangeiro em ativos brasileiros, o leilão foi marcado com o Tesouro vendendo integralmente os lotes de LTN e NTN-F. Vale frisar que, neste mês de novembro, boa parte do rali da bolsa tem sido sustentado pelo investidor acomodado fora do Brasil.

Nos Estados Unidos, já é possível vislumbrar a volta das negociações sobre o pacote de estímulos econômicos contra os impactos do coronavírus. A informação foi dada pelo líder da minoria no Senado, Chuck Shumer (partido Democrata), que disse ter conversado com o líder da maioria, Mitch McConnell (partido Republicano), e que o mesmo teria concordado em retomar as discussões.

O Ibovespa teve alta de 0,52%, aos 106.669 pontos. O dólar comercial registrou queda de 0,46% a R$ 5,31.

Sexta

O Ibovespa encerrou em leva queda na sexta-feira (20), puxado principalmente pelo exterior em decorrência de divergências entre o Federal Reserve e o Tesouro dos EUA a respeito do novo acordo para o programa de estímulos à economia do país, além do avanço da segunda onda de Covid-19 pelo mundo.

O secretário de Tesouro americano, Steven Mnuchin, comunicou aos parlamentares que serão direcionados o equivalente a US$ 580 bilhões de estímulo não gasto. O secretário ainda escreveu uma carta direcionada a Jeroma Powell, presidente do Fed, exigindo o retorno do dinheiro que o governo fornece ao banco central para que ele possa emprestar a determinados mercados em momentos de estresse.

Na manhã dessa sexta o Fed divulgou um comunicado afirmando que “todo o conjunto” de medidas seria mantido até o ano que vem.

No meio dessas discussões, o presidente eleito Joe Biden criticou a falta de cooperação do governo Trump na transição presidencial, afirmando que isso prejudicava sua equipe de conseguir informações atualizadas a respeito da pandemia.

Na Europa, o avanço do numero de infectados fez com que economias importantes – como França, Reino Unido e Alemanha – permaneçam a implementar lockdows em diferentes estados. Apesar das novas restrições, o número de casos segue crescendo.

O Ibovespa fechou com queda de 0,59%, aos 106.042 pontos. O dólar comercial teve valorização de 1,35%, cotado a R$ 5,38.

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