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Resumo Semanal: Ibovespa encerra fevereiro com queda de 4,37%; dólar vai a R$ 5,60

O Ibovespa encerrou em queda nesta sexta-feira (26) e fechou fevereiro com queda de 4,37%, o maior tombo desde setembro do ano passado. Na semana, a queda foi de 7,09%, a maior desde 25 de outubro.

Apesar de certo otimismo no início, o mês foi marcado por incertezas em vários aspectos. Campanha de imunização, nova rodada de auxílio emergencial e aprovação de pautas importantes, como a PEC Emergencial, são alguns dos temas apresentaram problemas e seguem indefinidos.

Além disso, a última semana foi marcada por interferências do presidente Jair Bolsonaro no comando da Petrobras, o que traz dúvidas sobre o viés liberal de seu governo propagandeado por Paulo Guedes.

Segunda

O Ibovespa encerrou em expressiva queda na segunda-feira (22), com o mercado abalado pelas dúvidas acerca do destino da Petrobras após o presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciar que o comando da estatal sairá das mãos de Roberto Castello Branco. O presidente sugeriu que o general Joaquim Silva e Luna assuma a função a frente da petroleira.

As ações da empresa, que fecharam com queda de 21,51%, foram as grandes responsáveis pelo mal desempenho do índice.

No exterior, as bolsas fecharam o dia com leves quedas. Um dos motivos para a cautela de alguns investidores é a rápida progressão dos juros de títulos do Tesouro americano com vencimento em 10 anos, que avançaram 0,14% na semana passada, indo a 1,34%.

O Ibovespa teve queda de 4,87%, a 112.667 pontos com um impressionante volume financeiro negociado de R$ 83,64 bilhões. O dólar comercial subiu 1,27% a R$ 5,45.

Terça

O Ibovespa encerrou em alta na terça-feira (23), quebrando a sequência de quedas que vinha acumulando desde a quinta-feira (18). O principal benchmark da bolsa foi puxado por ações da Petrobras, que recuperaram parte das perdas após despencarem na véspera.

A respeito da empresa, ocorreu a reunião do Conselho de Administração para avaliar e discutir possíveis mudanças no comando da estatal. Apagando o resultado negativo anterior, as ações preferenciais PETR4 encerraram em alta de 12,17%.

No exterior, a notícia que mais repercutiu no mercado veio do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que afirmou ser necessário “por algum tempo” o apoio à economia oferecido pela autoridade monetária. “A economia está muito longe de nossas metas de emprego e inflação, e é provável que leve algum tempo para que progressos substanciais sejam alcançados”, disse Powell.

O Ibovespa subiu 2,27%, a 115.227 pontos, a maior alta desde 28 de janeiro, quando o índice teve uma valorização de 2,59%. O dólar comercial caiu 0,22% a R$ 5,44.

Quarta

O Ibovespa encerrou em leve alta na quarta-feira (24), em um dia marcado por volatilidade durante o pregão. O índice foi alavancado por ações da Petrobras, que registraram mais uma sessão com desempenho positivo após as fortes quedas no início da semana.

O ânimo dos investidores com uma possível retomada da pauta liberal no governo foi outro fator contribuinte para o saldo positivo. A reação veio após a notícia de que foi encaminhada uma Medida Provisória para capitalizar a Eletrobras, o primeiro movimento para a privatização da empresa.

Além disso, as ações de empresas como a WEG também puxaram a bolsa, graças aos expressivos resultados contabilizados no quarto semestre.

No exterior, as bolsas dos Estados Unidos e da Europa fecharam em alta com muitas compras em ativos expostos ao otimismo com a recuperação da economia frente a vacinação em massa da população.

O Ibovespa teve alta de 0,38%, a 115.667 pontos com volume financeiro negociado de R$ 37,344 bilhões. O dólar comercial reduziu 0,4% a R$ 5,42.

Quinta

O Ibovespa encerrou em expressiva queda na quinta-feira (25), puxado pelo mal desempenho das ações da Petrobras e pelo tom de desconfiança no exterior.

Apesar da baixa nas ações, a estatal divulgou lucro de R$ 59,89 bilhões no quarto trimestre, o que surpreendeu positivamente os investidores. O valor é um avanço significativo frente ao do trimestre anterior, quando foi registrado um prejuízo de R$ 1,54 bilhão.

Voltando a política, Bolsonaro tentou reiterar o compromisso com a agenda liberal e foi pessoalmente à Câmara dos Deputados entregar o projeto de lei que abre caminho para a privatização dos Correios.

No radar internacional, após a máxima de 1,54% ao ano ter sido renovada sob o rendimento da treasurie (o título do Tesouro dos EUA) de 10 anos, os principais índices dos Estados Unidos contiveram as altas.

O Ibovespa caiu 2,95%, a 112.256 pontos com volume financeiro negociado de R$ 39,87 bilhões. A partir desse resultado, o índice marca seu menor patamar de fechamento desde 2 de dezembro, quando encerrou o pregão cotado a 111.878 pontos. O dólar comercial subiu 1,72% a R$ 5,51.

Sexta

O Ibovespa encerrou em queda nesta sexta-feira (26) puxado pelas preocupações acerca do futuro da Petrobras e da pauta liberal no governo.

No política, a leitura da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial foi adiada por conta de impasses quanto ao fim dos mínimos obrigatórios de investimentos em saúde e educação.

Além disso, os resultados da Vale (VALE3) reportou um lucro líquido de US$ 739 milhões, foram repercutidos entre os investidores. O lucro da mineradora ao ano totalizou US$ 4,88 bilhões. 

Houve, ainda, a divulgação da taxa de desemprego, registrou uma queda de 0,7% em relação ao trimestre anterior, marcando 13,9% no trimestre de outubro a dezembro, segundo relatório da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua.

O Ibovespa caiu 1,98%, a 110.035 pontos com volume financeiro negociado de R$ 50,189 bilhões. O dólar comercial fechou em alta de 1,66% a R$ 5,60.

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