Foto: Divulgação Azul Linhas Aéreas
Foto: Divulgação Azul Linhas Aéreas

As ações da Azul (AZUL4) sofreram uma queda histórica nesta quinta-feira (8). Os papéis fecharam o pregão em derrocada de 90,20%, cotados a R$ 25.

O Conselho de Administração da companhia aérea aprovou um aumento de capital de R$ 7,44 bilhões. Assim, a empresa emitiu mais de 723 bilhões de novas ações ordinárias. Além disso, foram criadas outras 723 bilhões de ações preferenciais.

Dessa forma, o capital social da Azul passou para R$ 14,57 bilhões. O total de papéis em circulação agora chega a 1,45 trilhão de ações.

Conversão de dívidas

A operação teve um objetivo claro: converter títulos de dívida em ações. Portanto, a empresa buscou capitalizar dívidas financeiras emitidas no exterior.

O Bradesco BBI avaliou o movimento como esperado. Segundo o banco, a medida dá continuidade ao plano de recuperação judicial. Consequentemente, isso reforça o balanço patrimonial da companhia.

Diluição massiva

Entretanto, a operação trouxe um impacto severo aos acionistas antigos. Como resultado, houve uma diluição próxima de 99% dos papéis existentes.

Essa diluição já era prevista pelos analistas. Afinal, as conversões de dívida, garantias e novas emissões gerariam esse efeito. Por isso, especialistas mantêm recomendação equivalente à venda para AZUL54.

Estratégia de recuperação

A conversão de dívidas em ações representa uma etapa crucial. Dessa maneira, a Azul busca reduzir o endividamento total. Ao mesmo tempo, a empresa tenta viabilizar sua recuperação financeira.

No entanto, os acionistas tradicionais enfrentam perdas significativas. Portanto, quem comprou ações antes da operação viu seu patrimônio praticamente zerado.

Contexto do mercado

A operação acontece em momento delicado para o setor aéreo brasileiro. Assim, as companhias enfrentam desafios como:

  • Alta nos custos operacionais
  • Volatilidade cambial
  • Concorrência acirrada
  • Endividamento elevado