Financiamento

Busca por crédito cresce 14% em abril após queda em março

Na comparação anual, porém, houve queda de 24%, a sétima consecutiva medida pelo Índice Neurotech de Demanda por Crédito

Busca por antecipação de crédito cresce 14% em abril ante março, mas cai na comparação anual
Busca por antecipação de crédito cresce 14% em abril ante março, mas cai na comparação anual / Foto: Unsplash

A busca pela antecipação de crédito – o financiamento – cresceu 14% no mês de abril, após uma queda de 13% em março.

No entanto, o INDC (Índice Neurotech de Demanda por Crédito) apresentou queda de 24% em relação ao quarto mês de 2023. Foi o sétimo recuo consecutivo do indicador que mede mensalmente o número de solicitações de financiamentos nos segmentos de varejo, bancos e serviços.

A expansão do INDC em abril ante março de 2024 foi impulsionada pelo setor financeiro, que teve crescimento de 19%, seguido do varejo, com alta de 9%. Em contrapartida, o setor de serviços cedeu 3%.

Já em comparação a abril do ano passado, o segmento varejista foi novamente o principal responsável pelo declínio do INDC, com queda de 24%. Bancos e demais instituições tiveram recuo de 8% na demanda por crédito, enquanto o setor de serviços foi o único a registrar aumento: cresceu 9%.

No varejo, apenas a categoria de Supermercado apresentou alta, de 4%, na comparação com abril de 2023. Já o setor de Vestuário apresentou o maior recuo (-50%), seguido de Lojas de Departamento (-31%), Eletro/Móveis (-22%) e Outros (-6%).

Em abril no confronto com março de 2024, só a categoria Supermercado cedeu (-4%). Lojas de Departamento, Eletro/Móveis, Outros e Vestuário se recuperaram, com altas de 28%, 16%, 5% e 4%, pela ordem.

Oferta de crédito melhorou no 1TRI24, avaliaram instituições

Instituições financeiras avaliaram que as condições de oferta de crédito no Brasil foram “mais favoráveis” no primeiro trimestre de 2024, segundo consta em pesquisa do BC (Banco Central). O levantamento inclui, principalmente, grandes empresas e o consumo de pessoas físicas.

Em relação às grandes empresas, o melhor desempenho da oferta de crédito foi puxado pela percepção de risco do cliente, a tolerância ao risco e competição do mercado de capitais.

Para o segundo semestre, as instituições financeiras têm perspectiva positiva, levando em conta a melhora do custo e disponibilidade de funding como um fator positivo.

Já quanto as condições do crédito de consumo das pessoas físicas, a avaliação foi de que houve uma pequena melhora, “em torno da neutralidade”. Para o segundo trimestre, a expectativa é de uma “pequena melhora dos fatores”, como a captação de novos clientes e nível de comprometimento de renda.

As micro, pequenas e médias empresas tiveram condições menos favoráveis de crédito, segundo as instituições, devido às preocupações com a inadimplência. Para o segundo semestre do ano, a expectativa é que estratégias de captação de novos clientes e ajustes da composição do portfólio devem influenciar a oferta positivamente.

No caso de crédito habitacional para pessoa física, as instituições continuaram observando fatores restritivos, principalmente sobre custo e disponibilidade de funding. Nos três meses seguintes, a expectativa é que a situação melhore em termos de funding, com restrições menores.