Veja o resumo da noticia

  • Anúncio da saída do editor-executivo do Washington Post, Will Lewis, após período de reestruturações e perdas comerciais.
  • Jeff D’Onofrio assume interinamente a função de editor-executivo após a saída de Will Lewis do Washington Post.
  • Anúncio de demissões em massa no Washington Post, superando expectativas e afetando diversas editorias.
  • Fechamento da editoria de esportes e reduções significativas nas áreas de cobertura local, política e internacional.
  • Deterioração da base de assinantes e saída de profissionais experientes contribuem para a reestruturação.
  • Críticas à gestão atual e alegações de alinhamento político que afastaram leitores e enfraqueceram o jornal.
The Washington Post

O editor-executivo do Washington Post, Will Lewis, anunciou no sábado (7) a sua saída do cargo. O anuncio chega poucos dias após o jornal revelar um plano de demissões que atinge cerca de um terço da equipe. A decisão encerra um período de dois anos marcado por reestruturações internas e perda de relevância comercial do veículo.

Em comunicado enviado aos funcionários, Lewis afirmou que “este é o momento certo para se afastar”, após liderar um ciclo de transformações no jornal.

O diretor financeiro do Post, Jeff D’Onofrio, assumirá interinamente a função de editor-executivo.

Demissões em massa

Os cortes anunciados na quarta-feira (4) superaram as expectativas do mercado e dos próprios funcionários. Entre as medidas estão o fechamento da tradicional editoria de esportes, o encerramento da equipe de fotografia e reduções significativas nas áreas de cobertura local, política e internacional.

Nem Lewis nem o controlador do jornal, o bilionário Jeff Bezos, participaram da reunião em que as demissões foram comunicadas.

A reestruturação ocorre em meio a uma deterioração da base de assinantes e à saída de profissionais experientes nos últimos anos. O Post perdeu dezenas de milhares de assinantes após a decisão de Bezos, no fim da campanha presidencial de 2024, de recuar de um endosso editorial planejado à então candidata Kamala Harris, além de mudanças na linha editorial da seção de opinião.

O ex-editor Martin Baron, que comandou o jornal no início da era Bezos, criticou publicamente a atual gestão e classificou o episódio como um exemplo de “destruição de marca autoinfligida”, ao apontar uma tentativa de alinhamento político que teria afastado leitores e enfraquecido o posicionamento do veículo.