Imagem horizontal e realista de um grande porto internacional de importacao, com contêineres marítimos empilhados e guindastes em operação. À esquerda, há maior volume de cargas em tons de vermelho, remetendo à China e ao crescimento das exportações chinesas. À direita, contêineres em tons de azul e cinza representam os Estados Unidos, com menor movimentação portuária, simbolizando a retração no comércio externo. Ao fundo, um mapa-múndi discreto destaca China e EUA, reforçando o contexto de importacao e comércio global entre as duas maiores economias do mundo. A cena transmite análise econômica, fluxo de mercadorias e disputas no mercado internacional.
Ilustração gerada por IA

O Brasil bateu recorde histórico de exportações em 2025. Vendeu US$ 349 bilhões para o mundo. Porém, a distribuição desses valores revela uma dependência cada vez maior da China.

O gigante asiático aumentou suas compras em 5,99% no ano. Sozinho, adquiriu US$ 100,02 bilhões em produtos brasileiros. Ou seja, quase 28,69% de tudo que o país exportou.

Enquanto isso, os Estados Unidos seguem em trajetória oposta. As compras americanas caíram 6,57% em 2025. O valor total ficou em US$ 37,7 bilhões. Portanto, a participação dos EUA encolheu para apenas 10,82%.

China isolada na liderança das exportações brasileiras

A liderança chinesa é absoluta e crescente. A distância para o segundo colocado impressiona. A China compra quase três vezes mais que os Estados Unidos. Consequentemente, qualquer mudança no apetite chinês afeta profundamente o Brasil.

Os números mostram essa dependência claramente. A China responde sozinha por quase 30% das exportações. Além disso, o valor de US$ 100 bilhões representa um marco histórico. Dessa forma, nunca um único país comprou tanto do Brasil.

Especialistas alertam para os riscos dessa concentração. Afinal, crises econômicas na China impactam diretamente o Brasil. Portanto, diversificar os destinos das exportações se torna urgente.

EUA em queda: impacto das tarifas de Trump

O recuo americano tem explicação clara. Durante o segundo semestre, Donald Trump impôs tarifas sobre produtos brasileiros. Consequentemente, as exportações despencaram em alguns meses.

Outubro foi o pior mês do ano. As vendas para os EUA caíram brutais 35,4% em relação a 2024. Ou seja, mais de um terço das exportações simplesmente evaporou. Esse foi o impacto direto das tarifas.

Dezembro trouxe sinais tímidos de recuperação. A queda foi de apenas 7,2% no último mês. Portanto, o mercado começa a se ajustar às novas condições. Contudo, o ano fechou com retração significativa.

Argentina surpreende com crescimento de 31,41%

A grande surpresa positiva veio da Argentina. O país vizinho ampliou em 31,41% suas compras do Brasil. O valor total chegou a US$ 18,1 bilhões em 2025.

Essa recuperação reflete a retomada econômica argentina. Após anos difíceis, o país volta a crescer. Consequentemente, amplia as importações de produtos brasileiros. Além disso, mantém sua posição como terceiro maior comprador.

A proximidade geográfica favorece o comércio bilateral. Os custos de transporte são menores. Portanto, produtos brasileiros ganham competitividade no mercado argentino.

Top 10 concentra 61% das exportações brasileiras

Os dez maiores compradores concentram poder significativo. Juntos, respondem por 61,06% de todas as exportações. Ou seja, mais da metade do que o Brasil vende vai para apenas dez países.

Após os três primeiros, aparecem Países Baixos em quarto lugar. Compraram US$ 11,7 bilhões, praticamente estável. Em quinto vem a Espanha com US$ 8,8 bilhões. Contudo, registrou queda de 11,79%.

O México ocupa o sexto lugar com US$ 7,7 bilhões. Pequena queda de 0,92%. Enquanto isso, Singapura caiu para sétimo com US$ 7,4 bilhões. Recuo de 5,65%.

Duas movimentações importantes aconteceram no top 10. O Canadá avançou para a oitava posição. As compras cresceram impressionantes 14,83%. O valor total chegou a US$ 7,25 bilhões.

O Chile mantém-se em nono lugar. Registrou crescimento de 8,24%. Importou US$ 7,2 bilhões do Brasil em 2025.

A Índia protagonizou a maior escalada. Saltou da 13ª para a 10ª posição. O crescimento foi espetacular: 30,15%. Comprou US$ 6,86 bilhões. Portanto, entra no seleto grupo dos dez maiores compradores.