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China revisa PIB de 2023 , mas não vê impacto para 2024

Após reajuste, o governo divulgou uma alta de 2,7% no ano passado

China
Foto: Pexels/bandeira da China

A China revisou para cima, nesta quinta-feira (26), seu crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2023 para 2,7%, o que representa ¥ 3,4 trilhões a mais e um total revisado de ¥ 129,4 trilhões (US$ 17,73 trilhões). Os novos resultados foram divulgados pelo chefe do Escritório Nacional de Estatísticas país, Kang Yi.

Porém, o país avalia que a correção não vai impactar o crescimento deste ano, com mais estímulos previstos para 2025, afirma a “Reuters”.

As políticas de suporte à economia da China aqueceram as atividades e vão ajudar o país a atingir a meta de crescimento de 5%, mas as perspectivas de aumento de tarifas dos EUA com o presidente eleito Donald Trump podem levar a uma desaceleração no ano que vem.

Em coletiva de imprensa, Kang Yi afirmou que a China “resistiu ao teste de vários riscos internos e externos nos últimos cinco anos e manteve uma tendência geralmente estável enquanto progredia”.

Em censos quinquenais anteriores, o país revisou para cima o crescimento de 2018, em 2,1% e de 2013, em 3,4%.

O Banco Mundial aumentou, nesta quinta-feira (26), suas projeções de crescimento para a China em 2024 e 2025. Porém, a instituição afirmou que a confiança moderada nas famílias e empresas, unidas a problemas no setor imobiliário, devem seguir causando problemas no ano que vem.

China reafirma plano de intensificar apoio fiscal em 2025

Com uma nova promessa de estímulo econômico, o Ministério das Finanças da China reafirmou que o governo irá fornecer mais apoio fiscal à economia do país asiático em 2025.

Os planos para aumentar os gastos do governo federal com o impulso ao consumo e à demanda na China, que atualmente é considerada  a segunda maior economia do mundo, foram reiterados pelo ministério em comunicado divulgado nesta terça-feira (24), após reunião anual sobre prioridades para o próximo ano.

Os planos incluem mais emissões de títulos do governo, aumento das pensões para aposentados de áreas urbanas e rurais e mais subsídios para a área da saúde, de acordo com a “CNN Brasil”.

Além disso, uma ampliação dos programas para a troca de bens de consumo e mais estímulos a investimentos também foram pontos reforçados pelo Ministério das Finanças da China, que também repetiu promessa de Pequim de aumentar o déficit fiscal em 2025.