Veja o resumo da noticia

  • Disputa pública entre Anthropic e OpenAI sobre modelos de negócios e visões do futuro da IA, desencadeada por anúncios no Super Bowl.
  • Críticas de Sam Altman aos anúncios da Anthropic, acusando-a de elitizar o acesso à IA com um modelo focado em clientes de alto poder aquisitivo.
  • Debate sobre a inclusão de publicidade em IAs, com OpenAI defendendo como forma de democratizar o acesso e Anthropic priorizando a experiência sem anúncios.
  • Divergências sobre o controle da tecnologia, com Anthropic adotando postura restritiva e OpenAI buscando disseminação mais ampla da inteligência artificial.
  • Origens da Anthropic fundada por ex-OpenAI devido a divergências sobre segurança, com foco em ferramentas de programação para profissionais de tecnologia.
  • Utilização do Super Bowl como palco para estratégias de marketing e mensagens sobre o futuro da IA, refletindo posicionamentos estratégicos distintos.
REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa
REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa

Duas gigantes da inteligência artificial iniciaram uma briga pública esta semana. Consequentemente, Anthropic e OpenAI trocaram farpas online sobre anúncios e modelos de negócios.

A tensão veio à tona após anúncios da Anthropic no Super Bowl na quarta-feira (4). Portanto, a disputa expõe visões divergentes sobre o futuro da IA.

Anúncios polêmicos no Super Bowl

A Anthropic lançou uma série de comerciais que serão exibidos durante o Super Bowl. Além disso, os anúncios enviaram uma mensagem clara sobre publicidade em chatbots.

Um dos comerciais mostra um homem pedindo conselhos a uma mulher idosa. No entanto, ela interrompe abruptamente para anunciar um site de namoro.

Os anúncios terminam com a mensagem: “Os anúncios estão chegando à IA, mas não ao Claude”. Dessa forma, criticam diretamente a decisão da OpenAI de incluir propaganda no ChatGPT.

Sam Altman reage com críticas

Sam Altman, CEO da OpenAI, chamou os anúncios de “desonestos” e “enganosos” em postagem no X. Consequentemente, ele criticou duramente o modelo de negócios da concorrente.

“Eles oferecem um produto caro para pessoas ricas”, escreveu Altman. Portanto, acusou a Anthropic de limitar o acesso à tecnologia.

Altman argumenta que a OpenAI quer levar IA a bilhões de pessoas. “Ao contrário dessa empresa, acreditamos firmemente nisso”, afirmou.

Modelo de negócios em debate

A OpenAI defende que a computação é cara e a publicidade mantém produtos gratuitos. Dessa forma, segue o modelo que tornou Meta e Alphabet gigantes da tecnologia.

Chris Lehane, vice-presidente de Assuntos Globais da OpenAI, defende a posição da empresa. “Estamos usando publicidade para expandir o acesso democrático ao ChatGPT”, declarou.

A lógica é que questionar a publicidade significa questionar o acesso democrático. Portanto, a OpenAI apresenta sua decisão como democratizante.

Anthropic mantém posição contra anúncios

A Anthropic recusou-se a comentar diretamente as críticas. Entretanto, direcionou a CNN para uma publicação em seu blog.

“Ser genuinamente útil é um dos princípios fundamentais do Claude”, diz o texto. Além disso, a empresa argumenta que publicidade criaria incentivos contrários a esse princípio.

O CEO Dario Amodei já havia defendido o modelo no Fórum Econômico Mundial. “Não precisamos maximizar o engajamento de um bilhão de usuários gratuitos”, afirmou.

Ex-funcionários criaram rival

Os fundadores da Anthropic são ex-funcionários da OpenAI. Portanto, deixaram a empresa devido a divergências sobre direção e segurança.

Eles discordavam do ritmo de desenvolvimento de IA da OpenAI. Consequentemente, fundaram uma empresa focada em segurança.

Embora o ChatGPT seja mais conhecido, o Claude é favorito entre engenheiros de software. Dessa forma, cada chatbot tem seu público específico.

Ferramentas de programação competem

A Anthropic oferece Claude Code e Claude Cowork, que transformaram o setor de desenvolvimento. Portanto, atrai principalmente profissionais de tecnologia.

A OpenAI lançou sua própria ferramenta de programação chamada Codex. Além disso, anunciou esta semana novas ferramentas para empresas.

A nova plataforma Frontier gerencia agentes de IA corporativos. Dessa forma, a OpenAI busca competir no mercado empresarial.

Visões divergentes sobre controle

Altman enquadrou o foco em segurança da Anthropic como questão de controle. “Eles querem escrever as próprias regras sobre o que as pessoas podem fazer com IA”, criticou.

A Anthropic impede empresas de usar seu produto de programação, inclusive a OpenAI. Portanto, mantém controle rígido sobre quem acessa sua tecnologia.

Amodei alerta regularmente sobre riscos da IA e de quem a controla. “Empresas de IA poderiam manipular a base de usuários”, advertiu em janeiro.

Acesso democrático versus controle

A OpenAI defende que está trabalhando com o mundo para preparar a IA segura. Consequentemente, critica a Anthropic por limitar acesso.

“Nós nos importamos muito com uma IAG segura e amplamente benéfica”, declarou Altman. Assim, posiciona sua empresa como mais inclusiva.

A Anthropic, por sua vez, oferece versão gratuita do Claude. No entanto, lucra principalmente com grandes contratos comerciais e assinaturas pagas.

Super Bowl como palco da guerra

A OpenAI exibirá seu próprio comercial no Super Bowl neste domingo (8). Consequentemente, o evento esportivo virou palco da guerra entre gigantes da IA.

“Nosso comercial fala sobre construtores e como qualquer pessoa pode construir qualquer coisa”, escreveu Altman no X. Assim, reforça a mensagem de democratização.

Os comerciais refletem posicionamentos estratégicos diferentes sobre o futuro da tecnologia. Portanto, a disputa vai muito além de simples propaganda.