Para consumidores

Compensação por falta de energia sobe para R$ 1,1 bi em 2024

Ainda assim, a Aneel identificou no ano passado que a frequência das interrupções de energia seguiu em queda

Foto: Unsplash/Energia elétrica
Foto: Unsplash/Energia elétrica

Conforme a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), ao longo de 2024 os brasileiros ficaram, em média, 10h24 sem energia elétrica, o que representa uma redução de 1,7% em relação a 2023, quando a média foi de 10h42. Ainda assim, houve um aumento no valor pago em compensação aos consumidores, que chegou a R$ 1,122 bilhão.

Já os valores pagos em 2023 totalizaram R$ 1,080 bilhão em 2023. Enquanto isso, a quantidade de compensações também aumentou, de 22,3 milhões para 27,3 milhões no período.

A Aneel identificou no ano passado que a frequência das interrupções de energia seguiu em queda, com redução de 5,15 interrupções em 2023 para 4,89 interrupções em média por consumidor em 2024, equivalente a uma melhora de 5% no período.

Além disso, a agência avaliou todas as concessionárias do País no período de janeiro a dezembro de 2024, divididas em dois grupos: concessionárias de grande porte (número de unidades consumidoras maior que 400 mil) e concessionárias de menor porte (número de unidades consumidoras menor ou igual a 400 mil).

Nessa divisão, no grupo das empresas de grande porte, a Companhia Jaguari de Energia (CPFL Santa Cruz) foi a que registrou o melhor índice de desempenho. 

Por sua vez, entre as companhias de menor porte, a Pacto Energia, do Paraná, registrou a melhor avaliação.

Energia: fontes renováveis têm alta recorde em 2024, diz Irena

A Irena (Agência Internacional de Energias Renováveis) comunicou nesta quarta-feira (26) que houve um aumento recorde global de 15,1% na participação de fontes renováveis em 2024. As formas de energia limpa representaram 46% da capacidade instalada no mundo. No Brasil, a parcela de geração de energia limpa subiu de 85,8% em 2023 para 86,9% em 2024.

Segundo o Caderno de Capacidade Renovável, divulgado anualmente pela agência, as fontes atingiram 4.448 GW (gigawatts) de capacidade em 2024, um aumento de 585 GW.

Mesmo assim, segundo a Irena, o progresso está aquém dos 11,2 terawatts necessários para atingir a meta global de triplicar a capacidade instalada de fontes limpas até 2030. “Para chegar a esse objetivo, a capacidade renovável deve passar a aumentar 16,6% anualmente até 2030”, disse a agência, baseada em Abu Dhabi. Segundo o Valor, a meta foi estabelecida na COP28.

“Olhando para o futuro, precisamos ver um ritmo muito mais rápido de crescimento de usinas de energia renovável e geração distribuída de eletricidade ao redor do mundo”, afirmou o presidente da Irena, Francesco La Camera, em nota.