Veja o resumo da noticia

  • Dólar registra forte queda, atingindo o menor valor em 20 meses devido a fatores externos e cenário macroeconômico favorável no Brasil.
  • Possibilidade de intervenção coordenada entre EUA e Japão para fortalecer o iene pressiona o dólar globalmente, abrindo espaço para moedas emergentes.
  • Entrada de capital estrangeiro no Brasil impulsionada por expectativas de queda de juros e dados de inflação mais fracos.
  • Ibovespa supera os 182 mil pontos, refletindo o fluxo externo positivo e o bom desempenho das principais ações do mercado brasileiro.
dólar hoje
Foto: Dólar/CanvaPro

O dólar hoje fechou em queda firme e alcançou o menor patamar em 20 meses no mercado à vista, em um movimento que combinou fatores externos e domésticos.

A desvalorização da moeda norte-americana foi global, mas ganhou intensidade no Brasil diante do aumento do fluxo para ativos locais e de uma leitura mais favorável sobre o cenário macroeconômico.

No fim do pregão desta terça-feira (27), o dólar comercial caiu 1,41%, cotado a R$ 5,2056, o menor fechamento desde 28 de maio de 2024. No mesmo dia, o euro recuou 0,64%, para R$ 6,2336.

Dólar hoje no exterior: iene e expectativa de intervenção

No cenário internacional, o principal gatilho para o enfraquecimento do dólar foi a possibilidade de uma intervenção coordenada entre Estados Unidos e Japão para fortalecer o iene.

O movimento pressionou o índice DXY. Este mede a força da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, e abriu espaço para ganhos de moedas emergentes.

Perto das 17h05 (horário de Brasília), o DXY recuava 0,86%, aos 96,208 pontos. No mesmo horário, o dólar caía ante moedas como o florim húngaro, o peso mexicano e o rand sul-africano.

Em relatório a clientes, o J.P. Morgan afirmou que o movimento iniciado em março de 2025 ganhou força recentemente.

“A semana passada foi uma tempestade perfeita, com diversos fatores convergindo para dar um impulso inesperado à tese baixista para o dólar”, disseram os estrategistas em relatório, citando tanto a leitura sobre o Federal Reserve quanto sinais de possível coordenação entre autoridades monetárias.

Fluxo estrangeiro reforça o real e a Bolsa

No mercado local, a queda do dólar foi acompanhada por entrada de capital estrangeiro. A busca por oportunidades em renda variável e renda fixa ganhou tração diante da expectativa de queda de juros após dados mais fracos de inflação.

O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, superou os 182 mil pontos no dia, apoiado pelo fluxo externo e pelo desempenho das blue chips. Ao mesmo tempo, a curva de juros registrou compressão de prêmios na ponta longa.

Em suma, o movimento observado no câmbio reflete uma combinação clara: dólar mais fraco no exterior, maior apetite por risco e redescoberta dos mercados emergentes. Portanto, nesse contexto, o dólar hoje segue no centro das decisões de investidores e empresas.