
O fim de 2025 deixa um recado que vai além do acompanhamento dos ciclos de curto prazo. Juros, câmbio, inflação e crédito continuam no painel, mas forças estruturais passaram a orientar preços, cadeias produtivas, fluxos de capital e decisões de investimento.
Nesse contexto, economia global em 2026 entra no centro do debate: o que antes era variável de ajuste, agora virou premissa.
“Mais do acompanhar condicionantes dos ciclos de curto prazo, entretanto, as forças de longo prazo passaram a ditar os rumos da economia global.”
Barreiras comerciais e tarifas: o que muda na inflação
O texto aponta que barreiras comerciais ganharam status de política de longo prazo. Com isso, decisões de investimento deixam de olhar apenas para distância entre produção e consumo e passam a incorporar custos como variável relativa. A consequência aparece na incerteza sobre repasses ao consumidor.
“As tarifas alfandegárias deixaram de ser instrumentos táticos de curto prazo e passaram a fazer parte de políticas estruturantes.”
A discussão para 2026, segundo o material, gira em torno do “se”, “quando” e “com que intensidade” custos adicionais podem chegar aos preços finais.
“Permanecem dúvidas sobre se, quando e com que intensidade teremos repasses de custos para o consumidor final.”
Disputa por tecnologia e IA: novo eixo da economia global
Se as tarifas reordenam comércio, a disputa tecnológica reorganiza capital. A corrida por liderança em Inteligência Artificial, chips, 5G e biotecnologia é descrita como fator central de 2025, com reflexos diretos sobre investimentos em talentos, pesquisa e infraestrutura.
“Nada passou a ser tão decisivo, quanto a disputa pela liderança tecnológica.”
O texto também relaciona a agenda tecnológica à soberania digital e à dependência de fornecedores, além de efeitos sobre cadeias de suprimento, custos de produção e alocação de trabalho.
“A IA e a digitalização se transformaram em forças sistêmicas.”
Brasil em 2026: terras raras, energia e mercado consumidor
Na leitura apresentada, o Brasil carrega ativos que ganham peso nesse tabuleiro: acesso a terras raras e minerais estratégicos (citando dados do US Geological Survey e Reuters), além de capacidade de geração de energia. Soma-se a isso um mercado consumidor amplo e com segmentos ainda pouco explorados.
“A economia brasileira tem seus trunfos nesse novo tabuleiro global.”
O desafio para 2026, segundo o texto, é decidir como usar esses trunfos para reagir aos movimentos globais e, ao mesmo tempo, perseguir objetivos de longo prazo.
“Nosso desafio em 2026 estará em decidir como faremos uso desses trunfos.”
Mercados: semana de liquidez menor e ativos de risco em alta
O material também traz um retrato de mercado em uma semana com liquidez reduzida e oscilação contida, ainda assim com avanço de índices. Nasdaq subiu 1,4% e S&P 500 avançou 1,5%, enquanto o Ibovespa teve alta de 1,2%, perto de 160 mil pontos, com ganho acumulado de 33% em 2025. O dólar avançou 0,2% frente ao real, a R$ 5,54 por US$ 1.
Nos EUA, o PIB do 3º trimestre cresceu a um ritmo anualizado de 4,3%, acima do esperado (3,3%). Em paralelo, indicadores de maior frequência do 4º trimestre (bens duráveis e produção industrial de outubro) sinalizaram desaceleração e contração, abaixo do consenso, segundo o texto.
Na renda fixa americana, a curva operou mista. O vértice de 10 anos fechou em 4,14%, com o DXY recuando 0,67% para 98,05. O petróleo (WTI) avançou 0,7%, a US$ 56,87 o barril.
No Brasil, o destaque foi o IPCA-15 de dezembro, com alta de 0,25%, abaixo da expectativa de 0,3%, além de fluxo cambial com saída de US$ 6,47 bilhões no mês. Os DI futuros devolveram prêmios em todos os vértices.
O que fica no radar para 2026
A mensagem final é que ciclos econômicos seguem relevantes, mas o peso das mudanças estruturais aumentou. Para o investidor e para quem toma decisão de alocação, acompanhar tarifas, tecnologia e a geografia do capital tende a ser parte do trabalho, com impactos diretos sobre economia global em 2026.
“Ciclos econômicos seguem importantes, mas questões estruturais ganharam peso nos rumos da economia global.”
E é nesse cruzamento, política comercial, disputa tecnológica e ativos estratégicos, que a economia global em 2026 deve ser lida, com o Brasil tentando transformar vantagem potencial em decisão prática.