A confiança dos consumidores dos EUA subiu para 103,3 em agosto, conforme dados divulgados pelo Conference Board informou nesta terça-feira (27).
Apesar disso, os norte-americanos têm se preocupado mais sobre o mercado de trabalho no país. A previsão de economistas era de que o índice de confiança do consumidor oscilasse pouco em relação aos 100,3 registrados anteriormente.
“As avaliações dos consumidores sobre a situação atual do trabalho, embora ainda positivas, continuaram enfraquecendo, e as avaliações do mercado de trabalho no futuro foram mais pessimistas”, disse Dana Peterson, economista-chefe do Conference Board.
A parcela de consumidores que veem os empregos como “abundantes” registrou uma queda de 33,4% em julho para 32,8%, de acordo com a “Reuters”.
Os dados mostraram que cerca de 16,4% dos consumidores veem que os empregos nos EUA são “difíceis de conseguir”, uma porcentagem maior que os 16,3% do mês passado.
Quanto à preocupação sobre o mercado de trabalho, o presidente do Fed (Federal Reserve), Jerome Powell, sinalizou na sexta-feira (23) que cortes de juros ocorrerão em breve.
O esperado é que a instituição realize um corte de 25 pontos-base na taxa de juros dos EUA no princípio do ciclo de relaxamento da política monetária.
EUA: Pedidos de auxílio desemprego sobem para 232 mil
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA subiram em 4.000, totalizando 232 mil na semana encerrada em 17 de agosto, conforme reportado pelo Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (22).
O número superou a expectativa do consenso de analistas da LSEG, que projetavam 230 mil solicitações no período.
O dado da semana anterior foi revisado de 227 mil para 228 mil pedidos.
A média móvel de quatro semanas ficou em 236.000, uma redução de 750 em relação à média revisada da semana anterior, que passou de 236.500 para 236.750.
A taxa de desemprego segurado ajustada sazonalmente permaneceu estável em 1,2% na semana encerrada em 10 de agosto – esse índice é divulgado com uma semana de atraso em relação aos dados gerais.