Estados Unidos

EUA: gastos do consumidor são sólidos; inflação mostra progresso

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, aumentaram 0,4% em novembro

Renda fixa nos EUA
EUA / Foto: Divulgação

Os gastos do consumidor nos EUA aumentaram em novembro, impulsionados pela forte demanda por uma série de bens e serviços, ressaltando a resiliência da economia norte-americana. Em paralelo a esse cenário, o Fed (Federal Reserve), Banco Central dos EUA, projetou nesta semana menos cortes nas taxas de juros do país em 2025.

Especialistas apontam preocupações de que os planos do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, de cortar impostos, impor ou aumentar tarifas sobre importações e deportar milhões de imigrantes ilegais possam aumentar a inflação.

“A economia continua a crescer a partir da forte demanda do consumidor, já que o crescimento da renda e o efeito riqueza de valores de portfólio mais altos dão aos consumidores capacidade de gastar”, afirmou Jeffrey Roach, economista-chefe da LPL Financial, à “Reuters”. “A inflação foi mais benigna do que o esperado, mas a rigidez de algumas categorias apoia a hesitação do Fed em reduzir materialmente as taxas no ano que vem.”

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, aumentaram 0,4% em novembro, após um ganho revisado para baixo de 0,3% em outubro. As informações são do Bureau de Análise Econômica do Departamento de Comércio.

Economistas previam que os gastos do consumidor avançariam 0,5%, após um crescimento de 0,4% relatado anteriormente em outubro.

O crescimento quase generalizado nos gastos foi liderado por novos veículos motorizados, provavelmente em parte porque as famílias substituíram os veículos danificados durante os furacões Helena e Milton. Isso foi responsável pela maior parte da recuperação de 0,8% nos gastos com bens.

Trump ameaça UE com tarifas caso não compre mais energia dos EUA

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, emitiu um alerta à União Europeia, indicando que as exportações do bloco podem enfrentar tarifas adicionais caso não aumentem consideravelmente as importações de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) dos EUA. 

Atualmente, os EUA lideram a produção global de petróleo bruto e são também o maior exportador de GNL. 

“Disse à União Europeia que eles devem compensar seu enorme déficit com os EUA por meio da compra em grande escala de nosso petróleo e gás. Caso contrário, será TARIFAS o tempo todo!!!”, publicou Trump em sua rede Truth Social.

Na tentativa de evitar possíveis sanções tarifárias, a UE e outros países, como o Vietnã, já estão avaliando a possibilidade de ampliar suas compras de combustíveis dos norte-americanos.