Febraban diz que bancos não precisam de juros altos para lucrar

Afirmação veio do presidente da instituição, Isaac Sidney, durante evento do grupo de Líderes Empresariais (Lide) em Lisboa

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, saiu em defesa dos bancos e disse que as instituições financeiras não precisam de juros altos para lucrar, segundo informações da CNN. A afirmação ocorreu durante durante o evento Brazil Conference promovido pelo grupo de Líderes Empresariais (Lide), em Lisboa, neste sábado (4).

“Os bancos não precisam de juros altos para ter lucro. O que precisamos é de uma agenda para reduzir o custo de crédito. Os juros precisam baixar e isso não depende só dos bancos”, disse Sidney.

Segundo a CNN, o presidente da Febraban defendeu que os bancos têm spreads altos (diferença entre os juros pagos na captação e cobrados nos empréstimos) por causa do nível elevado de inadimplência e da dificuldade de execução de garantias.

“É muito caro no Brasil tomar crédito. Temos que sair da posição vergonhosa de ser o setor bancário que menos recupera garantias no mundo”, comentou.

Juros menores

Sidney também afirmou que os bancos defendem juros e empréstimos menores para democratizar o acesso ao crédito no país e acrescentou que o “setor bancário está fazendo sua parte”, concedendo cerca de R$ 15 trilhões em empréstimos.

Sobre a parte que caberia ao governo, segundo a CNN, Sidney enfatizou a necessidade de encaminhamento das reformas administrativa e tributária. Sobre a reforma tributária, especificamente, disse que é essencial que a proposta passe também pela reforma do consumo.

Ele abriu o discurso dizendo que o setor privado pode contribuir com o governo oferecendo uma proposta para o novo arcabouço fiscal, o conjunto de regras que regem as contas públicas.

“Precisamos, sim, ser protagonistas. Podemos oferecer proposta de arcabouço fiscal. Falamos tanto de responsabilidade fiscal. Não estou defendendo que haja uma corrida desesperada para que consigamos fazer com que a dívida pública se sustente […]. Não vejo oposição entre social e fiscal”, disse.
 

Brasil deve atrair investimento externo, afirma Diniz

O presidente da Península Participações, Abilio Diniz, afirmou que “o Brasil está vivendo um grande momento” diante das perspectivas de oportunidades de ingresso de capitais internacionais que pode receber no curto prazo. As informações são do jornal UOL.

“A China se abre, como ocorre agora, e nós somos o grande celeiro do mundo. Os EUA começam a se recuperar e a vencer a inflação e não devem enfrentar uma recessão profunda. O mundo apresenta condições para o Brasil ter grandes investimentos”, disse Diniz.

Segundo o presidente, no País a inflação foi dominada, a taxa de desemprego baixou de 12% para 8% e a última safra agrícola foi recorde. A visão otimista foi dada durante uma participação em Lisboa, no Brazil Conference, com transmissão online, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

“Contudo, o Brasil não vai se desenvolver da forma como se espera se não tiver 25% do PIB de investimentos. Tivemos no ano passado quase 20% do PIB puxado basicamente pelo setor privado, o governo praticamente não investiu nada”, completou Diniz.

Ele ainda finalizou dizendo que, como o Brasil tem segurança política e jurídica, vai atrair recursos de diversas origens para ser dedicados em projetos em vários setores produtivos. “Tem poupança externa de monte. Tem poupança interna disposta a investir. O dinheiro vai vir para nós nos desenvolvermos”, concluiu.