Paciência

Fed deve segurar juros até junho após Payroll

As estimativas continuam a precificar em 1p.p (ponto percentual) o corte da autarquia nos juros norte-americanos até o final do ano

Fonte: Pexels
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O Fed deve esperar até junho para reduzir a taxa de juros após o payroll dos EUA revelar um crescimento mais forte do que o esperado por analistas. O dado diminuiu a preocupação com o mercado de trabalho quando o presidente Donald Trump está impondo tarifas sobre todo o mundo.


As estimativas continuam a precificar em 1p.p (ponto percentual) o corte da autarquia nos juros norte-americanos até o final do ano, com espaço para mais uma redução. Investidores temem que a escalada do conflito comercial desacelere drasticamente a economia dos EUA.


Um afrouxamento do ciclo monetário é esperado com o anúncio de tarifas de 34% sobre importações americanas impostos por Pequim. “As autoridades do Fed têm dito que estão em uma posição em que podem se dar ao luxo de serem pacientes”, escreveu Thomas Simons, economista da Jefferies. “Esses dados nos sugerem que eles continuarão a pregar a paciência.”

Payroll: EUA geram 228 mil empregos em março, acima das estimativas

O mercado de trabalho dos EUA registrou a criação de 228 mil novos postos de trabalho em março, segundo os dados do relatório de emprego, conhecido como payroll, divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Departamento do Trabalho.

O número superou amplamente as previsões do mercado, que esperavam a abertura de 135 mil vagas no mês passado, conforme o consenso da Lseg/Reuters.

Com esse resultado, fica evidente que a economia dos EUA continua a mostrar sinais de recuperação, com o setor de empregos fora da agricultura se mantendo aquecido, mesmo diante de um cenário de incertezas econômicas.

O desempenho acima das expectativas reflete uma continuidade no fortalecimento do mercado de trabalho norte-americano. A taxa de desemprego ficou em 4,2%; a projeção era de uma taxa de 4,1%.

Índice do medo nos EUA dispara mais de 30% após tarifaço

VIX (Volatility Index), conhecido como o índice do medo, dispara nesta quinta-feira (03), próximo às suas máximas no ano, aos 27,54 pontos, após o anúncio de tarifas universais de 10% pelo presidente dos EUADonald Trump