Economia

Fitch rebaixa rating da China devido a riscos da dívida

O rebaixamento da Fitch vem um dia depois que o presidente Donald Trump, anunciou novas tarifas sobre as importações de parceiros comerciais dos EUA

Bandeira da China
Foto: China / Divulgação

A Fitch decidiu rebaixar o rating de longo prazo em moeda estrangeira da China de “A+” para “A”, nesta quinta-feira (3). A agência global de recomendação de risco citou as expectativas de um enfraquecimento contínuo das finanças públicas e o rápido aumento da dívida.

O rebaixamento vem um dia depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou novas tarifas sobre as importações de parceiros comerciais, sendo a China um dos países mais afetados, com taxas de 34%. 

Porém, a Fitch afirmou que essa medida ainda não havia sido incorporada às suas previsões.

“O rebaixamento reflete nossas expectativas de um enfraquecimento contínuo das finanças públicas da China e uma trajetória de rápido aumento da dívida pública durante a transição econômica do país”, disse a Fitch em um comunicado.

“Esperamos que a relação dívida pública/PIB continue sua tendência de alta acentuada nos próximos anos, impulsionada por esses déficits elevados, pela cristalização contínua de passivos contingentes e pelo crescimento moderado do PIB nominal”, prosseguiu a agência.

A expectativa da Fitch é que o déficit do governo da China aumente para 8,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, de 6,5% em 2024.

Fitch reitera nota de crédito ‘BB’ da Petrobras (PETR4)

Fitch Ratings reiterou as notas de crédito em moedas local e estrangeira da Petrobras (PETR4) em “BB” e a nota nacional em “AAA(br)”, todas com perspectiva estável.

Os analistas Adriana Eraso, Lucas Rios e Natalia O’Bryne afirmaram que a nota reflete a posição de dominância da empresa no fornecimento de combustíveis, bem como as amplas reservas de hidrocarbonetos.

Eles notam que as métricas financeiras da Petrobras são saudáveis, com geração de caixa consistente e estrutura de custos sob controle, o que mantém a baixa alavancagem mesmo em cenários de preços baixos do petróleo, como apontou o Valor.

A agência de classificação de risco aponta que a produção da estatal vai alcançar 3 milhões de barris por dia em 2027, em meio à bem-sucedida campanha de renovação de suas reservas e ao início de operação de novas plataformas.