Segue o líder

GPA (PCAR3) lidera altas no Ibovespa com expectativa de mudanças no conselho  

As ações do GPA (Grupo Pão de Açúcar - PCAR3 ) valorizam 8,58% em meio a mudanças na governança corporativa.

Foto: reprodução
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O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) está em destaque no mercado financeiro nesta terça-feira.

Suas ações registram uma valorização de 8,58%, liderando as altas do Ibovespa, que opera em queda de 0,41%, aos 130.566 pontos.  

GPA: expectativa de mudanças no conselho impulsiona ações  

O desempenho positivo dos papéis do GPA ocorre à medida que crescem as expectativas de mudanças na governança corporativa.

Nesse sentido, Gustavo Bertotti, da Fami Capital, afirma que o mercado vê positivamente a reestruturação do Conselho para melhorar a empresa.

Além disso, o movimento ganhou força após a Trustee DTVM, do fundo Saint German, de Nelson Tanure, solicitar a convocação de uma AGE.

A solicitação, feita no último domingo (30), tem como objetivo destituir o atual Conselho de Administração e eleger novos membros.

Reação do mercado e perspectivas  

Os investidores acompanham atentamente os desdobramentos da solicitação da AGE. 

Mudanças na estrutura de governança costumam gerar volatilidade nos ativos, especialmente em empresas com histórico recente de desafios operacionais.  

Caso a reestruturação ocorra, o GPA pode ganhar mais confiança do mercado, refletindo positivamente no preço de suas ações. 

Entretanto, a decisão final dependerá do desfecho da assembleia e do posicionamento dos acionistas.  

Tanure quer dois assentos no conselho do GPA e busca apoio do Casino

Após ter adquirido a rede de supermercados Dia pelo Cade em dezembro e montado uma posição no Pão de Açúcar, o empresário Nélson Tanure agora busca indicar dois conselheiros para o GPA (PCAR3).

Como parte da estratégia para uma possível fusão futura com o Dia, ele está em conversas para obter o apoio do grupo francês Casino.

Atualmente, considerando sua posição em derivativos e a fatia de 5,7% em ações, Tanure detém cerca de 10% do GPA, o que lhe daria o direito de indicar dois nomes para o conselho.

No entanto, para viabilizar isso no curto prazo, ele precisa do apoio do Casino, maior acionista do GPA, com participação de 22,5%, para dissolver o atual conselho e realizar a votação de uma nova chapa.

Os conselheiros atuais têm mandato até agosto de 2026, e a substituição de qualquer um deles só pode ocorrer caso haja a saída de um membro antes desse prazo, afirmou o GPA