Veja o resumo da noticia
- Heineken anuncia plano de corte de 5.000 a 6.000 postos de trabalho globalmente, representando quase 7% do quadro total de funcionários.
- Empresa projeta crescimento menor dos lucros em 2026 devido à demanda enfraquecida e busca novo presidente-executivo após renúncia.
- Heineken busca crescer com menos recursos, respondendo a críticas sobre eficiência operacional em comparação com concorrentes.
- Programa de produtividade prevê redução de custos nos próximos dois anos, concentrados na Europa e mercados menos estratégicos.
- Lucro operacional da Heineken avançou 4,4% em 2025, superando expectativas, e ações da companhia registram valorização.
- Concorrente Carlsberg também anunciou cortes de empregos, seguindo tendência de empresas de bebidas alcoólicas reduzindo custos.

A Heineken anunciou nesta quarta-feira (11) um plano de cortar entre 5.000 e 6.000 postos de trabalho em sua operação global. O número é equivalente a quase 7% do quadro total de cerca de 87 mil funcionários.
A companhia também projeta um crescimento menor dos lucros em 2026, em meio à demanda enfraquecida por cerveja no mercado global.
A decisão ocorre em um cenário de consumo pressionado, que afeta também outras grandes cervejarias.
Além disso, a empresa busca um novo presidente-executivo após a renúncia de Dolf van den Brink, em janeiro.
Segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado, a Heineken afirmou que pretende crescer com menos recursos, em resposta a críticas de investidores sobre a eficiência operacional em comparação aos concorrentes.
Fabricante de marcas como Heineken, Amstel e Tiger, o grupo enfrenta impacto do menor poder de compra dos consumidores e de condições climáticas desfavoráveis recentes.
O programa de produtividade anunciado prevê a redução de custos ao longo dos próximos dois anos, com cortes concentrados principalmente na Europa e em mercados considerados menos estratégicos, além de ajustes na cadeia de suprimentos, sede e unidades regionais.
Lucros em 2026
Para 2026, a empresa estima um crescimento dos lucros entre 2% e 6%, abaixo da projeção para 2025, que varia de 4% a 8%.
Apesar do cenário mais cauteloso, o lucro operacional da Heineken avançou 4,4% em 2025, superando a expectativa dos analistas, que apontavam crescimento de 4%.
As ações da companhia reagiram positivamente ao anúncio e subiam cerca de 4%, acumulando valorização aproximada de 7% desde o fim de 2025.
Por fim, o movimento acompanha uma tendência mais ampla do setor. A concorrente Carlsberg também anunciou cortes de empregos, enquanto outras empresas de bebidas alcoólicas vêm reduzindo custos, vendendo ativos e ajustando a produção após anos de desempenho fraco nas vendas.